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04/06/08
Roma
- (EFE) - Os bibliotecários italianos se
encontram em pé de guerra ante a perspectiva de ser aplicada uma norma
européia que obrigue o pagamento pelos empréstimos de livros e a
distribuição deste dinheiro a editores e autores.
A Itália terá que incorporar este
sistema em suas bibliotecas públicas - cerca de 12.000 das 15.000
existentes no país -, assim como fizeram países como Holanda e Suécia,
segundo lhe lembrou Bruxelas recentemente.
O custo poderá ficar a cargo do
usuário ou dos organismos locais, como acontece nos países que adotaram a
medida.
Em protesto contra esta iniciativa,
acontecerá no dia 5 de março uma reunião em Parma (norte da Itália) para
reivindicar "a liberdade e a gratuidade do acesso à cultura", ressaltaram
os organizadores.
Uma das promotoras do protesto,
Agnese Losi, assessora de cultura de uma localidade nas cercanias de
Milão, assegurou que depois de todos os esforços realizados para aumentar
o número de leitores, "agora a mensagem que se emite é que a cultura deve
ser paga".
A medida, no entanto, também recebe
apoios, como o do diretor da Associação Italiana de Editores, Ivan
Cecchin, que questionou: "Se para se assistir a um show ou ir a uma
exposição se paga, por que a leitura de um livro deve ser de graça?".
(© UOL Diversão e
Arte)
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