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Líder islâmico da Itália processa o papa

04/06/08

Adel Smith

   Roma - Um ativista muçulmano na Itália abriu processo contra o papa João Paulo II e alguns de seus mais próximos assessores por supostamente declararem que o cristianismo é superior ao Islã.

   Adel Smith, presidente da União Muçulmana da Itália, deu entrada na corte de Aquila com um processo civil, mas jura não querer compensações financeiras ou punição para o papa. Segundo ele, as autoridades máximas da igreja Católica desrespeitaram a Constituição italiana, que proclama a igualdade entre as religiões.

   No processo, Smith acusa o papa de ter escrito, em um livro lançado em 1994, que a "riqueza da revelação de Deus" foi "posta de lado" no Islã. Além disso, ele cita o cardeal Joseph Ratzinger, que teria dito que fiéis de outras religiões estariam em "situação de grave atraso" no que toca sua salvação, se comparados com católicos.

   Também sobrou para o arcebispo de Bolonha, cardeal Giacomo Biffi, que em 2000 pediu favorecimento do governo a imigrantes católicos em detrimento de muçulmanos, a fim de "salvar a identidade nacional". Na época, ele chegou a falar de "ataque ideológico islâmico".

   "Tudo isso constitui ofensa, injúria e insulto a todos aqueles que praticam pacificamente o islamismo. Também é difamação e incitação ao ódio racial e religioso", disse Smith. O Vaticano não comentou o assunto. (AP)

(© O Estado de S. Paulo)

'Vilipendio dell'Islam'. Adel Smith querela il Papa
 

   L'Aquila - Il presidente del «Partito religioso denominato Unione musulmani d'Italia», Adel Smith, ha querelato il Papa, Karol Wojtyla, il cardinale Giacomo Biffi, il cardinale Joseph Ratzinger, vescovi ed arcivescovi dell'Emilia Romagna, i componenti la Conferenza episcopale dell'Emilia-Romagna, il sacerdote Gianni Baget Bozzo, i responsabili dell'affissione e dell'esposizione al pubblico degli affreschi presenti all'interno della Chiesa di San Petronio, a Bologna. La querela è stata depositata questa mattina presso il Tribunale dell'Aquila, dall'avvocato Dario Visconti, legale di Adel Smith.

   In relazione ad una serie di scritti e comportamenti addebitati da Smith ai vertici della Chiesa, il presidente dell'Unione musulmani d'Italia lamenta «offesa, ingiuria e vilipendio per tutti coloro che praticano pacificamente la religione islamica, oltre che diffamazione e incitazione all'odio razziale e religioso, in quanto si incita a praticare una differenza di comportamento, sia da parte dello Stato che dei cittadini, verso chi semplicemente pratica una religione diversa da quella cattolica».

(© Il Resto del Carlino)

 

Para saber mais sobre este assunto (arquivo ItaliaOggi):

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