ItaliaOggi

                     Publicidade

 

Brasileiro a serviço de máfia italiana matou promotora boliviana

04/06/08

Foto da Clínica e do quarto de fugiu o italiano Marco Marino Diodato

   LA PAZ (AFP) - O brasileiro Ricardo Borda Mezquita admitiu ter participado do atentado com um carro-bomba que matou a promotora antidrogas boliviana Mónica Von Borries, e revelou que o autor intelectual do ataque foi o italiano Marco Marino Diodato, informou nesta segunda-feira o ministro do Interior da Bolívia, Alfonso Ferrufino.

   Borda Mezquita, que não foi apresentado à imprensa, "admitiu ter participado do planejamento e da execução do atentado", disse Ferrufino em entrevista coletiva na cidade de Santa Cruz, 900 km a leste de La Paz, onde ocorreu o ataque na sexta-feira passada.

   O detido "admite ainda a existência de uma organização criminosa liderada por Marco Marino Diodato, que permanece (foragido) em Santa Cruz", após escapar no final do ano passado de uma clínica. Marino Diodato cumpria pena em uma prisão de segurança máxima desde 1999, mas aproveitou sua transferência para a clínica, onde seria tratado de um problema cardíaco, para escapar.

   O brasileiro Borda Mezquita, que está sendo interrogado nas dependências da Polícia Técnica Judicial, foi identificado por testemunhas que o viram abandonar o local do atentado em um taxi, cuja placa foi anotada e entregue às autoridades, informou Ferrufino.

   A promotora Von Borries foi um dos responsáveis pela prisão de Diodato, um ex-policial italiano ligado à família do ex-presidente Hugo Banzer (1997-2001).

   Diodato, que esteve envolvido em escutas telefônicas, inclusive no Palácio do Governo, é acusado de narcotráfico, tráfico de armas e exploração de jogos ilegais.

   Seis especialistas do FBI, o Bureau Federal de Investigações dos Estados Unidos, colaboraram no caso do atentado contra Von Borries e confirmaram que a bomba utilizada para matar a promotora foi detonada com um dispositivo acionado dois minutos antes da explosão", destacou Ferrufino.

   A promotora antidrogas, de 39 anos, morreu em uma rua de Santa Cruz quando se preparava para seguir de carro para seu escritório.

   A vítima investigava no momento um caso de sonegação de impostos por parte de empresários agropecuários bolivianos e chilenos no leste da Bolívia.

   Efetivos da polícia e agentes de inteligência realizam uma vasta operação para tentar capturar Diodado, que "segue em Santa Cruz", na fronteira com o Brasil, revelou Ferrufino.

(© UOL Notícias

Para saber mais sobre este assunto (arquivo ItaliaOggi):

ital_rosasuper.gif (105 bytes)
Escolha o Canal (Cambia Canali):
 
 

Rádio ItaliaOggi

 

 

© ItaliaOggi.com.br 1999-2004

O copyright pertence aos órgãos de imprensa citados ao final da notícia