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Nápoles lembra os 60 anos da última erupção do Vesúvio

04/06/08

O Vesúvio, em gravura antiga

   Nápoles (Itália) (EFE).- Nápoles e as cidades próximas lembram estes dias os 60 anos da última erupção do Vesúvio com a tranqüilidade transmitida pelos especialistas, segundo os quais o vulcão atravessa um ciclo de repouso.

   Em março de 1944, o Vesúvio mostrou de novo seu pior lado, com uma forte erupção que, no entanto, não causou vítimas, o mesmo que em 1906, as duas únicas registradas no século XX.

   Anteriormente, em 1631, a atividade do vulcão fez mil vítimas, embora a erupção mais famosa seja a do ano 79 depois de Cristo, que causou cerca de 2 mil mortes e sepultou cidades como Pompéia e Ercolano.

   Nas últimas décadas, o Vesúvio foi um vulcão constantemente estudado, de modo que se pudesse prever qualquer modificação no estado de repouso no qual está desde 1944.

   Até há alguns anos, temia-se uma erupção iminente, mas agora os especialistas tendem mais a pensar que há 60 anos se fechou um ciclo que talvez não se abra em várias centenas de anos.

   Assim acredita o professor de Geoquímica da Universidade de Nápoles Benedetto de Vivo, um dos integrantes de uma equipe de especialistas que, com americanos, analisou nos últimos tempos a evolução e as condições do histórico vulcão.

   O estudo passou pela reconstrução das sucessivas erupções do Vesúvio desde seu nascimento, fixado há 25 mil anos, com a análise dos materiais produzidos por essa atividade.

   Isso permitiu saber que em torno de uma grande erupção há outras de menor intensidade, depois da qual o vulcão entra numa etapa de tranqüilidade que dura vários séculos e, às vezes, milhares de anos.

   "Segundo nossa opinião, o último ciclo se fechou com a erupção de 1944, que deveria ser seguida por um repouso de centenas de anos", declarou De Vivo.

   Graças ao "bombardeio" do vulcão com ondas telúricas, para obter uma espécie de tomografia sísmica, os especialistas localizaram o depósito do magma, esfriado, a cerca de oito quilômetros de profundidade e estendido ao longo de 400 quilômetros quadrados.

   O diretor do Observatório Vesuviano, Giovanni Macedonio, acredita que a hipóteses de que em 1944 se fechou um ciclo "está bem fundada", mas não acredita no estado de repouso do vulcão, dado que a cada ano se registram dezenas de movimentos sísmicos de pouca intensidade e emissões de vapor, que, no entanto, não constituem motivo de preocupação especial.

(© UOL Notícias)

Para saber mais sobre este assunto (arquivo ItaliaOggi):

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