Roma -
O primeiro-ministro italiano, Silvio
Berlusconi, provocou grande polêmica na Itália ao propor uma redução nos
feriados religiosos como meio de reativar a economia nacional.
"Há dias de festa em demasia",
comentou o primeiro-ministro, insistindo: "Os italianos deveriam
trabalhar mais."
A pronta reação popular levou
Berlusconi a fazer uma "retificação" por meio de seu porta-voz Paolo
Bonaiuti. "O chefe do governo quis dizer que há certas festas durante o
ano que se transformam em feriadões, muito prolongados, estancando ainda
mais a economia", ressaltou ele.
Mas a gritaria continuou, até
dentro do próprio governo. "É uma saída infeliz (acabar com os
feriados)", argumentou o ministro do Trabalho, Roberto Marone. "É um
remédio ineficaz que outros países europeus adotaram sem resultado
prático."
Os bispos italianos também
deixaram muito clara sua contrariedade e lembraram que as festas
religiosas constam dos acordos firmados entre o Vaticano e a Itália.
Por sua vez, líderes sindicais
recordaram que Berlusconi costuma tirar férias como nenhum outro líder
mundial: mais de 40 dias a cada 5 ou 6 meses.
A Itália tem 12 feriados ao
ano; a França, 13; e a Alemanha, 14. (