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Fellipe Awi
Depois de contar com pernas
brasileiras dentro de campo, o clube mais rico da Itália importou também uma cabeça
verde-amarela. Leonardo tornou-se o terceiro homem mais importante do futebol do Milan,
abaixo apenas do presidente Silvio Berlusconi e de seu vice, Adriano Galliani. Nascido num
país onde a fama dos cartolas é a pior possível, Leonardo assume sua nova função com
uma idéia de renovação na cabeça e com o sonho de realizar uma missão parecida no
Brasil.
Penso muito em fazer um trabalho similar aí no Brasil. A etapa que
inicio aqui na Itália poderá ser uma preparação para tentar ajudar na criação de uma
nova realidade para o futebol brasileiro afirmou Leonardo, por telefone.
Na entrevista em que oficializou seu cargo diretivo, Leonardo já se vestia
como dirigente, com um elegante terno azul-marinho. Com cuidado, ele procurou diferenciar
as realidades do futebol brasileiro e do italiano, a começar pelas condições
socioeconômicas de cada país:
Na Itália, temos uma Séria A que é referência no mundo todo. No
Brasil, tem-se que pensar um novo projeto para o futebol, do qual eu gostaria de fazer
parte.
Brasileiro também presidirá a Fundação Milan
Leonardo, de 33 anos, vai tratar diretamente de assuntos do futebol do Milan,
inclusive de contratação de reforços. Para isso, anunciou também ontem o fim de sua
carreira como jogador, como adiantou Ancelmo Góis em sua coluna. Extra-oficialmente,
porém, ele já trabalhava com Galliani. O vice-presidente do Milan, que também é
presidente da Liga Italiana de Futebol, é quem comanda o clube de fato, já que
Berlusconi é o primeiro-ministro da Itália.
Com a mesma inteligência e equilíbrio que sempre mostrou no Brasil,
Leonardo conquistou os dirigentes italianos. Para eles, o brasileiro que fala cinco
idiomas, entre eles o japonês já está preparado para assumir um cargo dessa
importância.
Eu nunca havia precisado de um assistente antes porque nunca tinha
encontrado uma pessoa com as qualidades certas para essa função. Quando conheci bem o
Leonardo, estava certo de que tinha todas as características para este cargo
elogiou Galliani.
Além do cargo no futebol, o brasileiro será o presidente da Fundação
Milan, que arrecadará recursos para atividades filantrópicas. Neste ramo, ele já tem
uma rica experiência. No Brasil, Leonardo criou, com o amigo e também tetracampeão
Raí, a Fundação Gol de Letra, que realiza os mais diversos trabalhos na educação de
crianças carentes.
Até hoje Leonardo ainda se surpreende com as manifestações de carinho e
admiração que recebe do Milan. Campeão italiano pelo clube em 1999, ele confessa que
não tinha idéia da grandeza de seu vínculo com o clube italiano quando deixou Milão,
há dois anos. Essa empatia com a torcida e com os dirigentes foi, segundo ele,
fundamental para que aceitasse o novo desafio.
Aceitei essa função no Milan por ter aqui um sentimento como o que
tenho no Flamengo e no São Paulo. É algo muito forte contou.
Tão forte que fez Leonardo rever sua decisão de abandonar a carreira de
jogador depois de sua segunda passagem pela Gávea e pelo São Paulo. O presidente
Berlusconi lhe fez o convite para voltar.
Acho que eles já tinham a idéia de me fazer dirigente quando me
chamaram para jogar nessa última vez acrescentou Leonardo.
Em sua primeira passagem pelo Milan, ele disputou quatro temporadas, entre
1997 e 2001. Depois, jogou no Flamengo e no São Paulo. Neste último período pelo clube
italiano, que começou em outubro do ano passado, teve problemas no joelho mas mesmo assim
marcou dois gols na Copa da Itália. No Campeonato Italiano, jogou apenas uma vez.
(©
O Globo On Line)
Leonardo e Milan, la fantasia va in ufficio |
Il brasiliano appende le scarpe al chiodo per diventare assistente
personale del vicepresidente, Adriano Galliani. "Felice ed emozionato"
MILANO, 1 aprile 2003 -
No, non è un pesce d'aprile: Nascimento de Araujo, universalmente conosciuto cone
Leonardo, lascia il calcio giocato per accomodarsi davanti a una scrivania dirigenziale:
da oggi è infatti l'assistente del vicepresidente vicario e amministratore delegato del
Milan, Adriano Galliani.
Trentatre anni, quasi un ragazzino davanti a Costacurta, ma sufficienti
per chiudere il discorso col calcio giocato, dopo un sodalizio all'insegna dell'affetto e
della riconoscenza. Leonardo, che era tornato al Milan nell'ottobre 2002, dopo la aver
già giocato in rossonero dal settembre '97 al 2001, con tanto di scudetto nella stagione
1998/99 (12 gol in 17 partite), curerà i rapporti tra società e giocatori e si occuperà
della Fondazione Milan.
"Sono felice ed emozionato - si è limitato a dichiarare il brasiliano
di Niteroi, sobborgo di Rio de Janeiro -, perchè è la conferma che il mio rapporto con
il Milan è basato sui sentimenti e sull'amicizia. Questa per me sarà un'esperienza
enorme, da vivere con tanta emozione". Il passaggio ha ovviamente scatenato le prime
indiscrezioni. Dal Brasile arriva infatti la notizia che Leonardo, nelle nuove vesti di
dirigente, porterà in rossonero Kakà, il nuovo astro nascente del calcio brasiliano e
del San Paolo, non a caso il suo ex club, con cui mantiene tuttora frequenti contatti.
Una mossa che permetterà a Galliani di dedicarsi quasi a tempo pieno
alla Lega? Il vicepresidente lo esclude: "No, il fatto di avere un consulente non
cambierà il mio rapporto con la Lega". Per poi aggiungere: "Il ruolo di
assistente del vicepresidente vicario non intacca il lavoro di nessuna figura attualmente
presente in organigramma. Ciascuno mantiene le proprie responsabilità, ma Leo potrà
spaziare a 360 gradi in tutti gli ambiti operativi della nostra società".
(©
La Gazzetta dello Sport)
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