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Da AFP
O governo italiano decidiu utilizar o imenso patrimônio em prédios e
terrenos confiscados da máfia siciliana para abrigar famílias pobres e incentivar os
pequenos agricultores.
Os golpes aplicados à máfia nos últimos
meses, entre eles a captura do temido chefe Salvatore Rinella, braço direito do chefão
Bernardo Provenzano, fortaleceram as instituições do Estado.
Um comissário extraordinário foi designado
para administrar o enorme patrimônio confiscado, calculado em cerca de 460 milhões de
euros e que inclui 4.667 bens imóveis, a maioria localizada no Sul da península e suas
ilhas.
Margherita Vallefuoco, designada há dois anos
comissária encarregada da questão, decidiu que os apartamentos que eram
propriedade dos chefões da Cosa Nostra, e que desde 1996 eram usados pela polícia ou
associações de beneficência, serão entregues a famílias pobres.
Cerca de 400 apartamentos de Palermo serão
entregues a famílias indigentes com o apoio do prefeito da cidade siciliana, Diego
Cammarata.
O governo já distribui há vários anos as terras
confiscadas a pequenos agricultores.
(© O
Diário Online)
| Mais de 5 milhões na Itália
vivem na pobreza |
| ROMA - Mais de 3 milhões de pessoas
vivem na Itália em pobreza absoluta - cerca de 5% da população do país - e outros 2
milhões em condição, permanente ou temporária, de pobreza relativa, segundo o Centro
de Informação e Educação para o Desenvolvimento e o Instituto Nacional de
Estatísticas da Itália. As cifras indicam que essa população não tem possibilidade de
se alimentar com uma dieta satisfatória e diversificada.
Cerca de 1
milhão de pessoas no país recebem comida de entidades assistenciais. (EFE)
(© O
Estado de S. Paulo, 30.01.2003) |
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