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O compositor italiano Luciano Berio, de 78 anos, considerado um dos
grandes maestros da música contemporânea, morreu nesta terça-feira em Roma, afirmou a
Academia de Santa Cecilia, da qual foi presidente e superintendente.
Berio, que estava doente há vários anos, foi submetido no dia 14 de maio
a uma delicada e aparentemente bem-sucedida operação na coluna vertebral numa clínica
romana.
Nascido em Oneglia (noroeste da Itália), no dia 24 de outubro de 1925,
Berio estudou com seu pai, organista, antes de entrar para a escola de música de Milão
(norte).
Em 1950 ele se casou com a soprano americana Cathy Berberian, que
interpretou muitas de suas obras.
Em 1951 foi para os Estados Unidos estudar com o compositor italiano Luigi
Dallapiccola. Quando voltou para a Itália co-fundou, em 1954, o centro de música
eletrônica Studio di Fonologia Musicale de Milán, que dirigiu entre 1954 e 1959.
De 1965 a 1972 foi professor na Juilliard School de Nova York e entre os
anos 1976 e 1979 trabalhou no IRCAM (Instituto de Criação e Pesquisa Contemporânea) de
Paris. Em 1988 fundou o estúdio de música eletrônica Tempo Reale, em Florença.
Em 1958, Berio começou a compor uma série de obras para instrumentos
solo sob o título de Sequenza (começou com Sequenza I para flauta e em 1988 terminou com
Sequenza XI para violão), obra decisiva para o estabelecimento de um novo repertório de
técnicas experimentais.
Em 1969, compôs Sinfonia, que colocava em evidência outro de seus
interesses musicais: compor uma obra que funcionasse em vários níveis psicológicos ao
mesmo tempo.
Entre suas composições mais importantes figuram Opera (1970) e Un Re in
Ascolto (1983).
Em 1996 recebeu o prêmio japonês Praemium Imperial, considerado o Nobel
das artes.
Desde o ano 2000 dirigia a Academia de Santa Cecilia, a entidade musical
de maior prestígio de Roma.
Casou-se três vezes e teve cinco filhos. (AFP)
(© Terra
Música)
Saiba mais sobre
Luciano Berio visitando o site da Accademia
Nazionale di Santa Cecilia, da qual era o presidente |