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Obras de Rennó e Milhazes seguem para a 50 Bienal de Veneza

Obra de Beatriz Milhazes

   E começa a contagem regressiva para a abertura da 50 edição da Bienal de Veneza, que acontece no próximo dia 15 de junho. Pelo menos para os brasileiros. Embarcam para a cidade italiana, as obras de Rosângela Rennó e Beatriz Milhazes, artistas que, sob a curadoria de Alfons Hug, diretor do Instituto Goethe, expõem este ano no pavilhão dedicado ao Brasil naquela que é a principal mostra de arte contemporânea do mundo. Ao todo, estarão expostas 24 obras — 16 imagens recriadas por Rosangela Rennó e oito telas de Beatriz Milhazes.

   As 16 imagens de Rosângela fazem parte da “Série vermelha — Militares” e foram feitas entre 2000 e 2003. A série, que aborda a questão da violência a partir da apropriação de antigos retratos de arquivos militares, encaixa-se perfeitamente no tema da Bienal deste ano: “Sonhos e conflitos”. Depois de Veneza, os trabalhos estarão expostos no Centro Cultural Banco do Brasil, na mostra individual que a artista inaugura em julho.

   — Alfons Hug escolheu esta série porque, segundo ele, o trabalho fazia um bom contraponto com as obras da Beatriz Milhazes — diz Rosângela, que embora exponha pela primeira vez no pavilhão brasileiro já tinha levado seus trabalhos a Veneza em 1993, numa mostra paralela. — Esta série é muito pertinente dentro desta Bienal porque o meu trabalho está muito ligado a temas como a violência e a questões sociais.

   Já Beatriz Milhazes envia para Veneza oito telas. As obras serão expostas tendo como fundo uma parede amarela, cor escolhida pela própria artista.

— Minha obra tem um lado de delírio, de algo surreal e, portanto, de sonho, mas tem o conflito de mundos diferentes — diz Beatriz, que, assim como Rosângela, é artista da Galeria Fortes Vilaça.

Os trabalhos de Rosângela e Beatriz foram escolhidos porque se encaixam dentro do conceito que Alfons Hug, também curador da 25 Bienal de São Paulo, que aconteceu no ano passado, criou para o Pavilhão Brasileiro, no qual ele associa os trabalhos de Rosângela e Beatriz ao Inferno e ao Paraíso da “Divina comédia”, de Dante, respectivamente. ]

(© O Globo On Line)

Para saber mais sobre a Bienal de Veneza

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