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Passados 25 anos do dia em que Aldo Moro, presidente da
Democracia Cristã Italiana, foi achado morto no porta-malas de um Renault, na Via
Caetani, no centro de Roma, assassinado pelas Brigadas Vermelhas, o caso volta a público
graças ao lançamento de um filme. Piazza delle Cinque Lune, de Renzo
Martinelli, cineasta dado a temas polêmicos, tem sido recebido na Itália com opiniões
divididas, como seria de se esperar.
Martinelli estruturou seu filme como um thriller de baixo
orçamento, mas, apesar disso, reuniu atores de peso como Donald Sutherland, Giancarlo
Giannini, F. Murray Abraham, Philippe Leroy e a italiana Stefania Rocca e conseguiu filmar
entre Siena, Roma e Paris.
Os requintes da reconstituição do caso que Martinelli alcançou têm sido
elogiados pela crítica. A polêmica deriva de sua teoria sobre as motivações do
assassinato. Para o diretor, o caso não se restringe à Itália e às Brigadas Vermelhas,
a organização terrorista mais temida dos anos 70.
É um assunto que envolveu serviços de inteligência internacionais,
não se limitando à Itália, e que ainda tem alguns pontos mal esclarecidos disse
o cineasta ao jornal espanhol El Pais.
A teoria da conspiração internacional foi a razão principal pela qual
Martinelli decidiu rodar seu filme em inglês, com atores estrangeiros.
(©
O Globo On Line)
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