|
|
 |
|
Italianos seqüestrados no
Iraque |
Reuters
DUBAI - Um obscuro grupo rebelde do
Iraque assassinou um refém italiano de um grupo de quatro seqüestrados no
começo da semana, dizendo que a execução foi uma resposta à recusa do
governo da Itália a retirar suas tropas do país. O assassinato - anunciado
pela TV árabe Al-Jazeera e confirmado pela chancelaria italiana nesta
quarta-feira - foi aparentemente o primeiro perpetrado por rebeldes no
Iraque. Cerca de 40 civis de 12 países foram feitos reféns no Iraque ao
longo de 10 dias - embora muitos tenham sido libertados rapidamente.
O chanceler italiano, Franco
Frattini, disse que o refém morto é Fabrizio Quatrocchi. Ele e os outros
três italianos seqüestrados trabalhavam como seguranças para americanos. O
assassinato foi confirmado pelo embaixador da Itália no Qatar, que viu as
imagens do crime numa fita de vídeo enviada pelos seqüestradores à TV árabe
Al-Jazeera. A emissora se recusou a exibir as imagens, consideradas fortes
demais.
Além das cenas de assassinato, a
Al-Jazeera recebeu um comunicado do grupo, chamado Katibat al-Khadra,
Batalhão Verde, em árabe. Eles disseram na nota que o refém foi executado
por que o primeiro-ministro Silvio Berlusconi afirmou que a retirada das
tropas do país "estava fora de questão".
"Quando seu presidente (sic) diz que
retirar as tropas do Iraque não é algo negociável isso significa que ele
não se importa com a segurança de seus cidadãos tanto quanto se importa com
a satisfação de seus mestres na Casa Branca", diz a nota. "Matamos um dos
quatro reféns que temos para dar uma lição aos envolvidos. Sabemos que eles
são guardas que trabalham para a ocupação americana em nosso país". O
comunicado continua com a ameaça de liqüidar os outros três reféns.
"Pedimos a vocês mais uma vez para se revoltarem diante de seus líderes e
rejeitarem essa guerra injusta, para que possamos proteger nossos cidadãos.
Estamos esperando por isso ou então mataremos todos um a um".
Berlusconi disse que o assassinato
não mudará seus planos:
- Eles destruíram uma vida, mas não
destruíram nossos valores ou nossos esforços pela paz - disse o premier, em
nota lida pela TV RAI.
Na terça-feira, a Al-Jazeera exibiu
um vídeo que mostrava os quatro italianos, com seus passaportes, cercados
por homens armados. Um dos integrantes do grupo diz que manteria os
italianos presos até que suas exigências fossem atendidas - entre elas a
retirada de tropas italianas, a libertação de imãs presos e um pedido de
desculpas formal de Roma.
Os seqüestros aumentaram a pressão
dos grupos de oposição italianos, que exigem a retirada imediata dos cerca
de três mil soldados do país que servem no Iraque, mas o governo Berlusconi
se recusa a recuar. O chanceler italiano, Franco Frattini, disse que a
Itália havia entrado em contato com o Irã e com líderes religiosos para
garantir a vida dos reféns.
Berlusconi é um dos aliados mais
próximos de Bush no Iraque.
Nesta quarta-feira, seqüestradores
libertaram um jornalista francês, mas mais de uma dúzia de estrangeiros
continuam prisioneiros. O Japão, que também tem tropas no Iraque, disse que
investigava rumores de que mais dois japoneses tenham sido feitos reféns,
além dos três capturados semana passada.
(©
O Globo)
Berlusconi faz visita surpresa a tropas italianas no Iraque
ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Silvio
Berlusconi, fez hoje uma visita surpresa de cinco horas ao contingente
do país em Nassiriya, no Iraque. Berlusconi, que chegou no começo da
manhã procedente da ilha da Sardenha, onde passa a temporada de
Páscoa, deixou o Iraque às 8h (de Brasília).
O chefe do governo italiano encorajou os militares do país e lhes
disse que levava ''o abraço dos italianos''.
O primeiro-ministro, que viajou acompanhado pelo chefe do Estado
maior da Defesa, o almirante Giampaolo di Paola, se reuniu com os
chefes do contingente italiano, que lhe explicaram as atividades que
realizam na região do sul do país cujo controle lhes foi atribuído
pelo comando das tropas de ocupação.
Segundo Berlusconi, os soldados italianos estão no Iraque não
apenas ''para propiciar o desenvolvimento econômico e sócio-político''
do país árabe, mas também para demonstrar que ''a Itália é uma nação
capaz de levar ao mundo os princípios de direito e civilização''.
O chefe do Executivo ressaltou que graças a esses soldados recebe
com freqüência o apoio da comunidade internacional. ''Bush me ligou
para me parabenizar'', afirmou. ''Ânimo, a Itália os quer assim'',
acrescentou.
A visita relâmpago foi aprovada por todos os partidos da coalizão
que sustenta Berlusconi, que disseram que o premier se comportou como
um estadista e que a viagem foi um gesto de grande solidariedade. A
oposição de esquerda, que pede o retorno das tropas, disse que
Berlusconi teria que ter ido antes, mas ''antes tarde do que nunca''.
A visita ocorre vários dias depois de alguns militares italianos
ficarem feridos em enfrentamentos com insurgentes iraquianos. Também
acontece em meio ao mistério sobre os quatro italianos supostamente
seqüestrados em Bagdá, embora o Ministério de Assuntos Exteriores
tenha negado nas últimas horas que italianos presentes no Iraque
tenham sido dados por desaparecidos.
Não se descarta que os eventuais seqüestrados sejam italianos que
fazem parte de serviços de segurança privados de empresas que operem
no Iraque. (Agência EFE)
(©
JB Online, 10.04.2004)
| Pinceladas Satânicas |
|
Terror ameaça igreja italiana por causa
de imagem de Maomé
A Basílica de San Petronio, na cidade italiana de Bolonha,
corre o risco de se tornar o novo alvo dos fundamentalistas
islâmicos que atacaram os Estados Unidos em 11 de setembro. O
motivo é um afresco cristão do século XV, pintado por Giovanni da
Modena, que mostra, num detalhe, o profeta Maomé, a figura máxima
do Islã, no fogo do inferno, onde é atormentado por demônios.
O jornal Corriere
della Sera revelou a existência de um plano de militantes
muçulmanos ligados à Al Qaeda — a rede terrorista responsável
pelos atentados em Nova York e Washington — para atacar a igreja.
Citando a polícia, o jornal informou que dez pessoas de origem
tunisiana e marroquina estão sendo investigadas. O plano foi
descoberto em Milão em fevereiro, por meio de grampos telefônicos,
durante uma investigação sobre a presença da Al Qaeda no país.
O afresco já motivara
protestos da União dos Muçulmanos da Itália, que não tem nenhuma
ligação com os terroristas. A entidade religiosa pediu que a cena
— uma representação da Divina Comédia, de Dante — fosse
raspada ou, ao menos, coberta.
(©
estadao.com.br) |
| |
|