Roma -
A polícia italiana prendeu 28 mafiosos em
uma série de batidas – uma varredura, segundo
as autoridades, no coração do sindicato do crime sediado em Puglia, o
calcanhar da “bota” italiana.
As prisões ocorreram em
Brindisi, no Mar Adriático, e cidades vizinha. O alvo eram homens que a
polícia considera figuras importantes na Sagrada União da Cruz, um grupo
do crime organizado.
“Este é um golpe decisivo na
Sagrada União da Cruz”, disse Angelo Loconte, da polícia de Brindisi. Os
suspeitos “não apenas matavam, também tinham o poder de decidir a quem
matar.”
Os presos são tidos como os
responsáveis por 17 assassinatos e 11 tentativas, entre 1988 e 1999,
numa guerra feroz pelo controle das atividades criminais, segundo
Loconte.
As autoridades consideram a
Sagrada União da Cruz líder no contrabando de cigarros dos Balcãs e dos
países do Leste Europeu.
O ministro do Interior,
Giuseppe Pisanu, assegurou que três anos de investigações “infligiram
uma derrota decisiva ao poder da Máfia em Puglia”.
Os policiais rastrearam os
suspeitos graças a informações fornecidas por desertores mafiosos e
grampeando telefones de membros da organização, segundo Laconte.
Uma das conversas grampeadas
capturou um dos cappi da organização, Santino Vantaggiato, implorando
desesperadamente por sua vida antes de ser morto, em 1998, na
Sérvia-Montenegro.
Loconte disse que Vantaggiato
foi morto por dois de seus asseclas, que suspeitaram que ele estivesse a
ponto de se entregar à polícia. Os dois estão entre os presos de
agora. A polícia gravou o telefonema que um
deles fez para relatar o assassinato aos sócios de Vantaggiato na
Itália.
Nos últimos anos, o sindicato
sediado em Puglia ganhou proeminência criminal e o governo estava
tentando erradicá-lo. Em fevereiro, a polícia já prendera 65 mafiosos na
região.
As outras organizações
criminosas na Itália incluem a Máfia siciliana, a ´ndrangheta calabresa
e a Camorra napolitana, que lidam com contrabando e extorsão.
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