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Vivacidade para o barroco

Alessandrini e sua orquestra Concerto Italiano apresentam a íntegra dos Concertos de Brandemburgo

 

Orquestra de cordas enfatiza Bach

Cecilia Giannetti

   O Teatro Municipal recebe a orquestra de cordas Concerto Italiano. Um dos maiores nomes do panorama atual da música barroca, o grupo, que foi fundado e é dirigido pelo cravista Rinaldo Alessandrini, é a atração da Série Dell'Arte 2004 de Concertos Internacionais. No programa, a íntegra dos Concertos de Brandemburgo, de Bach, série de seis concertos concebida em 1721, durante o apogeu da carreira do compositor.

   Especializado no repertório italiano dos séculos 17 e 18 e nas obras de Bach, Rinaldo Alessandrini tornou-se conhecido em 1996, por revolucionar os critérios de execução da música vocal italiana do período. Hoje, dedica-se também à escola alemã de Bach.

   - Procuro usar minha própria cultura, a italiana, para dar vida à música - afirmou Rinaldo, 44 anos, por telefone.

   Apesar de ser um dos mais jovens maestros da atualidade, Rinaldo tem cerca de 20 anos de carreira e já regeu, como convidado, as orquestras do Maggio Musicale Fiorentino, da RAI de Roma e a do Festival de Spoletto.

   - O público vai ouvir um Bach diferente, menos alemão, com uma pitada de tempero mediterrâneo - explica Myriam Dauelsberg, presidente da Dell'Arte e produtora dos Concertos Internacionais, realizados com o apoio da Bradesco Seguros.

   Ex-diretora da Sala Cecília Meireles, Myriam acredita que os italianos poderão conferir ao concerto de Bach o tom certo:

   - O repertório barroco exige muita vivacidade. É alegre, eufórico, muito rítmico e a interpretação dos músicos italianos certamente terá mais dessas características que a dos nórdicos, por exemplo - avalia.

   Segundo Myriam, Rinaldo Alessandrini vai apresentar algo raríssimo: os seis concertos, juntos, na íntegra.

   O Concerto Italiano estreou em 1996, no Festival de Edimburgo e, no ano seguinte, já ganhava o palco do Metropolitan Museum, em Nova York, onde apresentou a serenata La senna festeggiante de Vivaldi. Em seguida, partiu em turnê para o Japão.

   - Eles tiveram uma ascensão rápida, incomum na música barroca. A ampliação do seu repertório provou que eles não têm limitações. No começo, tocavam muito Verdi e Vivaldi. De dois anos para cá, passaram a se dedicar ao repertório alemão, em especial às obras compostas por Bach - conta Myriam.

   A discografia do Concerto Italiano foi lançada pelos selos Opus 111, Arcana, Astrée e Harmonia Mundi-France, e inclui óperas italianas, peças de Bach e de contemporâneos.

(© JB Online, 17.05.2004)

Para saber mais sobre este assunto (arquivo ItaliaOggi):

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