Especializado no repertório italiano dos séculos 17
e 18 e nas obras de Bach, Rinaldo Alessandrini tornou-se conhecido em
1996, por revolucionar os critérios de execução da música vocal
italiana do período. Hoje, dedica-se também à escola alemã de Bach.
- Procuro usar minha própria cultura, a italiana,
para dar vida à música - afirmou Rinaldo, 44 anos, por telefone.
Apesar de ser um dos mais jovens maestros da
atualidade, Rinaldo tem cerca de 20 anos de carreira e já regeu, como
convidado, as orquestras do Maggio Musicale Fiorentino, da RAI de Roma
e a do Festival de Spoletto.
- O público vai ouvir um Bach diferente, menos
alemão, com uma pitada de tempero mediterrâneo - explica Myriam
Dauelsberg, presidente da Dell'Arte e produtora dos Concertos
Internacionais, realizados com o apoio da Bradesco Seguros.
Ex-diretora da Sala Cecília Meireles, Myriam
acredita que os italianos poderão conferir ao concerto de Bach o tom
certo:
- O repertório barroco exige muita vivacidade. É
alegre, eufórico, muito rítmico e a interpretação dos músicos
italianos certamente terá mais dessas características que a dos
nórdicos, por exemplo - avalia.
Segundo Myriam, Rinaldo Alessandrini vai apresentar
algo raríssimo: os seis concertos, juntos, na íntegra.
O Concerto Italiano estreou em 1996, no Festival de
Edimburgo e, no ano seguinte, já ganhava o palco do Metropolitan
Museum, em Nova York, onde apresentou a serenata La senna
festeggiante de Vivaldi. Em seguida, partiu em turnê para o Japão.
- Eles tiveram uma ascensão rápida, incomum na
música barroca. A ampliação do seu repertório provou que eles não têm
limitações. No começo, tocavam muito Verdi e Vivaldi. De dois anos
para cá, passaram a se dedicar ao repertório alemão, em especial às
obras compostas por Bach - conta Myriam.
A discografia do Concerto Italiano foi lançada
pelos selos Opus 111, Arcana, Astrée e Harmonia Mundi-France, e inclui
óperas italianas, peças de Bach e de contemporâneos.