
Silvio Berlusconi assume a presidência de turno da União Européia
por trás da imunidade que o protege da Justiça
Lola Galán
Livre de processos graças à lei de imunidade que o resguarda da Justiça
até 2006, Silvio Berlusconi, construtor, magnata da televisão e primeiro-ministro
italiano, se dispõe agora a governar a Europa. Mas o líder italiano desperta na capital
da Comunidade Européia todo tipo de prevenção, quando não temor. Seu histórico de
empresário de fortuna incerta e seu estilo político não combinam com os costumes de
Bruxelas.
Em 1979, Silvio Berlusconi era um empresário da construção que aos 43 anos
começava a ter sorte no ramo de televisão, com uma primeira emissora em Milão, e
acabava de entrar no mundo editorial comprando uma participação em um jornal dirigido
pelo jornalista Indro Montanelli. Mas quando um amigo comum o apresentou à antiga
proprietária do "Corriere della Sera", Giulia Maria Crespi, a Czarina, como era
conhecida em Milão, limitou-se a dirigir-lhe um olhar furtivo. Uma reação que ilustra o
desprezo que o jovem empresário despertava no establishment econômico e social
italiano. Vinte e quatro anos depois, o palazzinaro (construtor de apartamentos, em
italiano) dirige pela segunda vez o governo do país, e para agradá-lo os atuais
proprietários do "Corriere" - a elite econômica italiana - não entenderam
como inconveniente sacrificar o diretor do jornal, Ferruccio de Bortoli, detestado por Il
Cavaliere, título pelo qual Berlusconi é conhecido.
Sob a direção de De Bortoli, o "Corriere", conservador e
institucional, havia acompanhado atentamente os processos judiciais contra Berlusconi,
despertando uma antipatia mortal no protagonista. A Justiça, e os magistrados de Milão
em particular, sempre foram a obsessão do Cavaliere - envolvido em uma dúzia de
casos na última década -, que dedicou os dois primeiros anos do governo a
contra-atacá-los com leis oportunas, aprovadas a golpe de maioria parlamentar.
A última jogada de mestre foi a lei de imunidade, que o poupará de novos
processos até 2006, quando termina seu mandato. Uma lei escandalosa principalmente pela
rapidez com que foi aprovada, em 18 de junho, e pela qual entrou em vigor, depois da
assinatura do presidente da República, apenas uma semana antes de Berlusconi assumir a
presidência européia.
"Europa" é uma palavra sagrada na Itália, e nem mesmo a
oposição foi convincente em suas críticas à lei "salva-Berlusconi", pensada,
como se diz, "para evitar humilhações ao país". Desaparece assim seu último
pesadelo, o de aparecer como brutta figura (pessoa desaprovável) diante dos 300
milhões de europeus que a partir de agora o analisarão atentamente. Os centros de poder
de Bruxelas aparecem agora no horizonte como uma nova dimensão política, um espaço de
testes em que o Cavaliere poderá aplicar suas "receitas italianas" que
consistem em grandes doses de otimismo, sorrisos de publicidade, palmadas nas costas dos
demais líderes, piadas e brincadeiras para superar a tensão dos Conselhos Europeus.
Clientes do primeiro-ministro
Mas permanece outra pequena anomalia. O novo presidente de turno europeu é,
além de um político de sucesso na Itália, o cidadão mais rico do país e um dos mais
ricos do mundo. O império familiar, Fininvest, avaliado em quase US$ 12 bilhões, emprega
20 mil pessoas e está presente em um leque tão amplo de setores que na Itália se fazem
piadas sobre a impossibilidade de consumir qualquer coisa sem ser cliente do
primeiro-ministro. O Cavaliere é dono da principal editora do país, a Mondadori;
seu nome está ligado ao grupo de serviços financeiros Mediolanum, dirigido por um velho
amigo e sócio, Ennio Doris; possui uma produtora e distribuidora de cinema, a Medusa, e
principalmente controla o maior grupo de televisão privado da Itália, Mediaset.
Em 28 de maio passado, quando Berlusconi tomou lugar na tribuna de
personalidades no estádio Old Trafford para presenciar o final da Copa dos Campeões, o
fez em sua tríplice condição de primeiro-ministro italiano (os dois times finalistas o
eram), presidente do Milan e grande patrono da televisão, porque foi uma das emissoras de
sua propriedade, o Canal 5, que transmitiu a partida ao vivo. A Mediaset não é apenas
uma máquina de fazer dinheiro: graças à publicidade que recebe (e contrata através de
outra empresa da casa, Publitalia), é sobretudo uma vitrine espetacular para mostrar a
filosofia de seu dono, que considera a Coca-Cola um símbolo universal de liberdade.
Por mais que um grupo de intelectuais e políticos de oposição se esforce
para despertar periodicamente o fantasma do conflito de interesses, o Cavaliere
manipula a discussão com a maestria de um roteirista de novela que reserva uma surpresa a
cada episódio. Às vésperas das eleições de 2001, quando a imprensa internacional o
atacava de forma virulenta, o Cavaliere chegou a anunciar durante uma visita a
Bilbao (Espanha) sua vontade de se desfazer de suas televisões. O magnata australiano
Rupert Murdoch desembarcou na Itália e houve intensos rumores sobre a possível venda da
Mediaset. Dois anos depois ninguém mais fala nessa venda, e a lei que regulamentará o
conflito de interesses, aprovada pelo governo (e à espera da luz verde do Parlamento), se
limitará a obrigá-lo a renunciar à presidência do Milan. Mas nada disso parece
escandalizar seus compatriotas, enfeitiçados por seu poder.
O êxito de Berlusconi se deve em parte ao hábil uso das pesquisas. O Cavaliere
vive cercado de advogados e especialistas em pesquisas. O psicólogo experimental
Alessandro Amadori explicou recentemente ao jornal "La Repubblica" que os
institutos de pesquisa sob as ordens do primeiro-ministro criaram uma espécie de
"grande orelha" para averiguar os temas que interessam à população.
"Todo o programa político da Casa das Liberdades (a coalizão que governa a
Itália) foi construído assim", disse Amadori. "Berlusconi aplicou à
política a técnica empresarial e vende seus produtos políticos como se fossem bolos ou
máquinas."
Graças a essa "grande orelha" e a seu olfato natural, o Cavaliere
conseguiu se conectar com amplas massas de compatriotas. Talvez o Executivo que ele
preside não tenha conseguido estimular o crescimento econômico, e o balanço de dois
anos de gestão seja em muitos aspectos decepcionante, mas em suas intervenções
televisivas ele dividiu habilmente a culpa entre a crise internacional, o 11 de setembro e
a oposição "destrutiva", convencendo seus eleitores de que no fundo não o
deixam trabalhar. Seu estilo é efusivo, irresistível, sempre otimista, com uma falsa
aparência de espontaneidade. Um estilo que procura sempre seduzir, cair bem, embora às
vezes consiga o efeito contrário, como quando, pouco depois do 11 de setembro, causou um
incidente diplomático ao defender a superioridade do Ocidente diante do islã. Ou como
quando, ao final de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da União
Européia realizada em Cáceres, posou para os fotógrafos colocando "chifres"
no representante espanhol, Josep Piqué, escandalizando os parceiros europeus.
"Travessuras"
Com todas essas travessuras, o Cavaliere pretende unicamente tirar a
seriedade da política, desdramatizá-la e torná-la acessível às massas. Por isso
realizou um conselho de ministros de piada, no início de seu mandato, com um grupo de
escolares que visitava a sede do governo. Outro elemento chave do estilo Berlusconi é a
exibição de seu poderio econômico. Desde o início tomou as rédeas do governo sem
renunciar a seu perfil de empresário. Por isso às vezes utiliza os aviões da Fininvest
em algumas viagens, e seus colaboradores políticos mais íntimos -Marcello dell'Utri,
Cesare Previti e Enrico Letta- são antigos empregados.
Em vez de se instalar na sede oficial, o Palazzo Chigi, governa de seu
escritório no Palazzo Grazioli, um imponente edifício no centro de Roma que já era a
sede de seu partido Forza Italia. Nos salões decorados com afrescos ele trabalha, segundo
pessoas próximas, até altas horas da madrugada. E aproveita as breves escapadas a
qualquer de suas residências para reunir os principais líderes da coalizão quando acha
necessário ler a cartilha para eles.
Não lhe faltam mansões. Tem seis "villas" na Costa Esmeralda
(Sardenha) -"Tenho cinco filhos. Como todo bom pai, quero evitar brigas",
declarou certa vez ao jornalista e amigo Bruno Vespa-, em uma esplêndida mansão (alugada
por um longo prazo) em Portofino, uma residência nas Bermudas (vizinha à do
multimilionário americano Ross Perot), uma casa de campo perto de Milão, onde mora sua
segunda esposa, Verónica Lario, com seus três filhos, e um palácio principesco onde
vive só com a criadagem: a fabulosa Villa San Martino de Arcore, nas proximidades da
capital lombarda, o Palácio de Buckingham berlusconiano, comprado da herdeira dos
marqueses Casati Stampa de Sondrio em 1974 pela modesta cifra de US$ 290 mil.
A compra foi obscurecida por uma tragédia: o marquês assassinou sua esposa
e o amante dela em 1970, e a jovem herdeira se encontrou numa situação tão desorientada
que aceitou as condições oferecidas por seu advogado, Cesare Previti, que era ao mesmo
tempo assessor jurídico do Cavaliere. A operação foi narrada em seus detalhes
mais sórdidos pelo jornalista Giovanni Ruggeri no livro "Berlusconi, os negócios do
presidente". Apesar das ameaças iniciais, não foram abertos processos contra o
livro.
Não é o primeiro sapo que Berlusconi teve de engolir. Desde que se lançou
na política, em janeiro de 1994, sua vida e obras fizeram correr rios de tinta na
Itália. Sua biografia é bem conhecida, mas nela há zonas de sombra impenetráveis.
Ninguém ainda conseguiu esclarecer os verdadeiros motivos da presença em sua villa de
Arcore, em meados dos anos 70, de um famoso mafioso, Vittorio Mangano. Oficialmente,
Mangano estava cuidando dos estábulos, contratado para isso por Dell'Utri, originário de
Palermo como ele. (Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)
(©
UOL Mídia Global)
Vida e fortuna de
Berlusconi apresentam verdadeiros mistérios
Lola Galán
A maior incógnita continua sendo a origem da
fortuna do Il Cavaliere, título pelo qual Silvio Berlusconi é chamado na
Itália> Muitos acreditam que a procedência de tanta riqueza é mafiosa.
Indro Montanelli, decano dos jornalistas italianos, grande conhecedor do
personagem, que salvou seu jornal "Il Giornale" dos credores em 1977,
considerava infundada essa "lenda". "Não creio na história de sua
colaboração com a máfia", declarou ao jornal "Le Monde" pouco antes de
morrer em julho de 2001. "Mas por outro lado me parece provável que tenha reciclado
dinheiro sujo. Talvez nem soubesse que era dinheiro da máfia, mas as origens de sua
fortuna não se explicam de outro modo." Confalonieri, velho amigo do
primeiro-ministro, dá outra explicação: "Berlusconi foi um jovem de incrível
talento que começou nos negócios investindo a indenização recebida por seu pai (cerca
de US$ 14 mil) na construção de casas. Assim começou tudo".
Mas a história não é tão simples. É certo que Silvio Berlusconi, nascido
em 29 de setembro de 1936 e o mais velho dos três filhos de Rosa Bossi com Luigi
Berlusconi, empregado do Banco Rasini de Milão, deu mais tarde mostras de um
extraordinário talento comercial. Os tempos que lhe couberam viver foram duros. Depois da
fuga do pai para a Suíça em 1943, como outros milhares de italianos, para evitar ser
recrutado à força por Mussolini para o exército alemão, Berlusconi estudou parte do
secundário em um internato, sob um regime espartano, em um instituto de salesianos.
Um companheiro de classe declarou anos depois: "Ele fazia os deveres
depressa e se dedicava a ajudar outros meninos em troca de caramelos, qualquer objeto ou,
principalmente, uma moeda de 20 ou 50 liras". Com inúmeros sacrifícios, e
ajudando-se com trabalhos esporádicos, o futuro Cavaliere estudou direito em
Milão. É a época "canora", quando Berlusconi, acompanhado ao piano por
Confalonieri, anima os cruzeiros Costa que navegam pelo Mediterrâneo, cantando clássicos
franceses ou canções de Frank Sinatra. Anos depois acrescentaria episódios inventados a
esse período, para amenizar as reuniões dos vendedores da Publitalia, a empresa que
também seria a matriz de seu partido, Forza Italia.
O futuro empresário-político termina a carreira de direito com notas
excelentes e se lança aos negócios. São os anos 60, época do boom, que já
gerou uma pequena burguesia em busca de status. Não por acaso Berlusconi opta pela
construção. Com dinheiro do pai e com fundos emprestados do Banco Rasini, no qual este
trabalhava (anos depois envolvido em redes mafiosas), o jovem empresário começará seu
percurso, sem grande êxito. A próxima operação importante, a construção de uma
cidade-dormitório com serviços, Milão 2, pensando nos profissionais abastados, seria
mais rentável.
Trata-se de um projeto ambicioso. Como financiá-lo? Aqui começam os
mistérios, porque o dinheiro chegará ao jovem construtor de uma financeira suíça
absolutamente impenetrável. As mil e uma investigações realizadas pela Guarda de
Finanças e por jornalistas sérios, ávidos por uma exclusiva, foram inúteis. O sistema
bancário suíço é completamente opaco, e o interessado parece pouco disposto a revelar
quem lhe emprestou dinheiro.
Berlusconi constrói Milão 2 depois de uma batalha gigantesca para desviar
as rotas dos aviões que decolam do vizinho aeroporto de Linate. Batalha ganha graças a
importantes ajudas políticas. A cidade tem serviços de todo tipo. Junto aos blocos de
apartamentos há hotel, ambulatório, creches e escolas, centros esportivos, sauna e
piscina e até uma televisão do bairro. Desse embrião surgirá primeiro a Telemilano, e
em 1980 o Canal 5, a origem do império Mediaset (ao qual se acrescentaram depois Italia 1
e Retequattro, compradas pelo Cavaliere de dois empresários editoriais cansados de
enfrentar prejuízos).
Cavaliere del Lavoro
Os anos anteriores à fundação do Canal 5 são extremamente intensos para
Berlusconi, nomeado em 1977 Cavaliere del Lavoro (Cavaleiro do Trabalho),
título ostentado por centenas de empresários italianos, mas que por algum motivo ele
colonizou até se transformar em Il Cavaliere por excelência. O empresário
milanês que surgiu do nada e fez a si mesmo é um sessentão com meio topete atrás do
qual se oculta uma calvície incipiente. Vive mergulhado na contratação de publicidade
para a nova televisão comercial que prepara, e é capaz de almoçar três vezes por dia
com outros tantos clientes hipotéticos para agilizar o processo. Casado desde março de
1965 com Carla Elvira dall'Oglio, filha de um pequeno empresário genovês, o casal tem
dois filhos: Maria Elvira (Marina), nascida em 10 de agosto de 1966, e Pier Silvio,
nascido em 28 de abril de 1969.
Onze anos mais tarde conhecerá sua segunda esposa, Verónica Lario, nome
artístico da atriz Miriam Bartolini, com a qual manterá uma longa relação
semi-secreta, instalando-a na sede oficial da Fininvest, a Villa Borletti, em Milão. Até
1990, o Cavaliere não formaliza a união com aquela que mais de uma vez definiu
como a "mulher de sua vida" e "a mais bela do mundo". Ao discreto
casamento civil - então o casal já tem três filhos: Bárbara, Eleonora e Luigi -
assiste seu grande amigo e defensor, Bettino Craxi, líder socialista.
Craxi, à frente do partido desde os finais dos anos 70, será decisivo na
carreira televisiva de Berlusconi. Quando, em 1983, assume a chefia do governo, Craxi se
preocupa em editar leis que permitam ao Cavaliere consolidar uma rede nacional de
emissoras, algo até então proibido pela lei. A batalha terminará em 1990, quando o
governo do CAF (Craxi, Andreotti e Forlani) aprova uma lei de televisão batizada com o
nome de seu artífice, o ministro Oscar Mammí, que consolida a posição de Berlusconi ao
permitir que possua três emissoras nacionais, que arrecadam uma cifra fabulosa em
publicidade.
O empresário tem amplas linhas de crédito em duas instituições: o Monte
dei Paschi di Siena e o Banca Nazionale del Lavoro. Segundo Giuseppe Fiori, autor de uma
biografia de Berlusconi -"O Vendedor"-, por trás de tanta generosidade estão
os laços secretos de amizade em torno da loja maçônica Propaganda-2 ou P-2, de Licio
Gelli, na qual o magnata da televisão ingressou em 1978. "Nunca pedi qualquer favor
à P-2, nem recebi nada dela", ele declararia depois diante da comissão de
inquérito parlamentar sobre a loja.
Escândalo Tangentopoli
O assunto da P-2 não chegará a prejudicá-lo, mas sim o terremoto
Tangentopoli. A harmonia político-empresarial entre o governo do CAF e Berlusconi termina
abruptamente em 1992, quando os juízes do movimento Mãos Limpas descobrem o gigantesco
escândalo de corrupção que envolve políticos e empresários de todo o país. Centenas
de parlamentares, na maioria democrata-cristãos e socialistas, recebem citações
judiciais. Craxi e Andreotti também acabam diante dos tribunais. O primeiro optou pelo
exílio na Tunísia, onde morreu em 2000. O segundo agüenta a tempestade e se submete à
Justiça. O grande partido católico será varrido do mapa em poucos meses, assim como o
PSI.
Sem amigos nem protetores, consciente de que a esquerda está destinada a
governar e de que seu império (então sobrecarregado por uma dívida de mais de US$ 22
milhões) não sobreviverá à experiência, Berlusconi tenta implementar uma coalizão
moderada. É inútil. Finalmente, decide colocar-se à frente de uma complexa trama em que
há um partido fascista, outro separatista e restos da democracia-cristã. E encarrega um
professor de ciências políticas, Giuliano Urbani, de organizar o programa.
Os motivos do Cavaliere para entrar na batalha eleitoral eram claros.
Segundo o jornalista Bruno Vespa, autor de vários livros políticos, o próprio Urbani
lhe explicou certa vez: "No início encontrei em Berlusconi um coquetel de
sentimentos em que a inquietação individual era o componente dominante".
Endividado, malvisto pela esquerda e com os promotores de Milão em seus calcanhares, o Cavaliere,
que sempre desprezou os políticos, se lançou à arena em 1994. Consegue um triunfo
inesperado, mas seu governo dura apenas sete meses.
Em 1996, repete a tentativa e fracassa. Em 2001 conquista novamente o poder e
se dispõe a converter-se no primeiro chefe de governo italiano que conclui uma
legislatura. Se tudo correr bem, Berlusconi acaricia a idéia de ser eleito presidente da
República. Um caminho ascendente, do qual a presidência européia pode ser a fase
crucial. (Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves)
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