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Catherine Zeta-Jones e
Tom Hanks, contracenando em The Terminal |
da Folha Online
O ator Tom Hanks e o cineasta Steven Spielberg vão abrir neste ano o
Festival de Veneza com seu mais recente filme, "Terminal", anunciou, em Roma, o diretor da mostra, Marco Muller.
"Será uma mostra de grandes nomes, sem esquecer a descoberta de novos
talentos, a exploração de novas direções e de freqüentar novos
territórios", afirmou Muller.
Entre os 21 filmes que disputarão o Leão de Ouro na 61ª edição do
festival de cinema, de 1º a 11 de setembro, estão "Birth", de Jonathan
Glazer, "Vanity Fair", de Mira Nair, e "Land of Plenty", de Wim Wenders.
"Birth", no qual a estrela australiana Nicole Kidman interpreta uma
mulher que acredita que seu filho de 10 anos é a reencarnação de seu
marido, também conta com a participação de uma das divas da era dourada
de Hollywood, Lauren Bacall, que foi casada com o astro Humphrey Bogart.
Quase metade dos filmes em competição são europeus, com o restante
ficando basicamente entre obras asiáticas e dos Estados Unidos. Este
ano, Veneza terá poucos filmes do Oriente Médio e da América do Sul.
"Nossa posição foi selecionar os melhores, e não fazer escolhas com base
na origem dos filmes", explica Muller.
Porém, diretores sul-africanos conseguiram emplacar três dos 20 filmes
na mostra Orizzonti (Horizonte), dedicada à exploração de novas
tendências na produção de filmes. O festival deste ano também terá uma
mostra especial de filmes digitais.
Outra novidade é a criação da mostra Mezzanotte (Meia-Noite), que,
segundo Muller, causará grande impacto.
A mostra inclui os longas-metragens "A Home at the End of the World",
dirigido por Michael Mayer e estrelado por Colin Farrell e Robin Wright
Penn, e "Sky Captain and the World of Tomorrow", de Kerry Conran e
protagonizado por Jude Law e Gwyneth Paltrow.
Outra surpresa foi o anúncio de um filme de animação, "Howl's Moving
Castle", do japonês Hayao Miyazaki, na disputa pelo Leão de Ouro. Outro
desenho animado, "Shark Tale", dirigido por Victoria Jenson e Bibo
Bergeron e com as vozes de Robert De Niro, Renee Zellweger, Angelina
Jolie e Will Smith, será exibido em uma mostra especial.
Entre os longas-metragens que serão exibidos fora de competição estão
"Manchurian Candidate", de Jonathan Demme, estrelado por Denzel
Washington e Meryl Streep, "Collateral", dirigido por Michael Mann e com
participação de Tom Cruise, e "She Hate Me", do cineasta Spike Lee e
interpretado pela italiana Monica Belluci e Woody Harrelson.
Outros filmes fora da briga pelo Leão de Ouro são "La Demoiselle
d'Honneur", de Claude Chabrol com Benoit Magimel, e "Merchant of Venice"
("O Mercador de Veneza"), de Michael Radford, que conta com as atuações
de Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes.
O diretor veterano português Manoel de Oliveira, que exibirá "O Quinto
Império" também fora da mostra competitiva, receberá um Leão de Ouro
especial por sua carreira.
Outro Leão de Ouro especial será concedido ao diretor Stanley Donen, 80,
diretor de obras-primas como "Cantando na Chuva" (1952) e "Sete Noivas
para Sete Irmãos" (1954).
(Com France Presse)
(© Folha Online)
Veja quais são os filmes da mostra competitiva do Festival de
Veneza
da France Presse, em Roma
A 61ª edição do Festival de Veneza, que acontece de 1º a 11 de setembro,
vai contar com 21 filmes competindo pelo Leão de Ouro e 20 filmes dentro
da mostra Horizonte.
Veja abaixo a relação completa dos filmes da mostra:
Leão de Ouro:
- "Le Chiavi di Casa", de Gianni Amelio (Itália-França-Alemanha)
- "Mar Adentro", de Alejandro Amenábar (Espanha)
- "Lavorare con Lentezza", de Guido Chiesa (Itália)
- "L'intrus", de Claire Denis (França)
- "Rois et Reine", de Arnaud Desplechin (França)
- "Promised Land", de Amos Gitai (Israel-França)
- "Birth", de Jonathan Glazer (EUA)
- "Cafe Lumiere", de Hou Hsiao-Hsien (Japão)
- "Ha-ryu-in-saeng", de Im Kwon-taek (Coréia)
- "Shijie", de Jia Zhangke (China-Japão)
- "Vera Drake", de Mike Leigh (Reino Unido)
- "Stray Dogs", de Marziyeh Meshkini (Irã)
- "Howl's Moving Castle", de Hayao Miyazaki (Japão)
- "Vanity Fair", de Mira Nair (EUA)
- "5 x 2" ("Cinq Fois Deux"), de Francois Ozon (França)
- "Delivery", de Nikos Panayotopoulos (Grécia)
- "Ovunque Sei", de Michele Placido (Itália)
- "Udalionnyj Dostup", de Svetlana Proskurina (Rússia)
- "Palindromes", de Todd Solondz (EUA)
- "Land of Plenty", de Wim Wenders (Alemanha)
- "Tout un Hiver Sans Feu", de Greg Zglinski (Suíça)
Horizontes:
- "Un Mundo Menos Peor", de Alejandro Agresti (Argentina-Itália)
- "Mysterious Skin", de Gregg Arakki (EUA)
- "Les Revenants", de Robin Campillo (França)
- "Ambasadori, Cautam Patrie", de Mircea Danieluc (Romênia)
- "Les Petits Fils", de Ilan Duran Cohen (França)
- "La Femme de Gilles", de Frederic Fonteyne (Bélgica-França-Luxemburgo)
- "A Love Song for Bobby Long", de Shainee Gabel (EUA)
- "Stryker", de Noam Gonick (Canadá)
- "The 3 Rooms of Melancholia", de Pirjo Honkasalo
(Finlândia-Suécia-Dinamarca)
- "Criminal", de Gregory Jacobs (EUA)
- "L'enfant Endormi", de Yasmine Kassari (Marrocos-Bélgica)
- "Vento di Terra", de Vincenzo Marra (Itália)
- "Saimir", de Francesco Munzi (Itália)
- "Agnes und seine Brüder", de Oskar Roehler (Alemanha)
- "Yesterday", de Darell James Roodt (África do Sul)
- "Te lo Leggo in Gli Occhi", de Valia Santella (Itália)
- "Zulu Love Letter", de Ramadam Suleman (África do Sul)
- "Izo", de Miike Takashi (Japão)
- "Familia Rodante", de Pablo Trapero (Argentina-Espanha)
- "Vital", de Shinya Tsukamoto (Japão)
(© Folha Online)
Brasil está fora de Veneza 2004
Nenhum filme brasileiro entrou para a lista de 20 longas-metragens que
estarão em competição na 61 edição do Festival de Veneza, que acontece
entre os dias 1 e 11 de setembro, na cidade italiana. A seleção oficial
tem uma predominância de títulos franceses (cinco, dos quais três são
co-produções com Israel, Alemanha e Itália).
Na disputa pelo Leão de Ouro de melhor filme estarão os novos títulos de
Claire Denis (“L’intrus”), Amos Gitai (“Promised land”), Mike Leigh
(“Vera Drake”), Mira Nair (“Vanity fair”), François Ozon (“Cinq fois
deux”), Todd Solondz (“Palindromes”), Wim Wenders (“Land of plenty”) e
Alejandro Amenábar (“Mar adentro”), entre outros.
— É uma história sobre o amor e a renúncia a possuir aquilo que queremos
— disse Amenábar, diretor de “Os outros”. — A história de uma pessoa
cujo único Deus é sua consciência, aquilo que torna o homem mais livre e
mais humano.
Fora de competição, novos de Chabrol e Spike Lee
Segundo o italiano Marco Müller, novo diretor do festival, Veneza, que
terá um total de 60 filmes em sua programação, será “ágil, criado num
clima de constante diálogo com a indústria do cinema e a cultura, tanto
dentro quanto fora da Itália”.
— O festival é uma seleção, não um programa. Ele não pode apresentar
todo o espectro da atual produção cinematográfica mundial. Até mesmo com
a maior boa vontade do mundo — declarou Müller.
A principal mostra não-competitiva, Horizontes, apresentará este ano os
filmes de Claude Chabrol (“La demoiselle d’honneur”), Jonathan Demme
(“The Manchurian candidate”), Spike Lee (“She hate me”), Michael Mann
(“Collateral”), Manoel de Oliveira (“O quinto império”), e Steven
Spielberg (“The terminal”), entre outros.
Este ano, Veneza terá uma sessão dedicada somente a produções em vídeo
digital. Competitiva, a Venezia Cinema Digitale terá seu júri presidido
pelo diretor inglês Mike Figgis. Há nove filmes em competição, entre
eles “The Tulse Luper Suitcases, part 3: From Sark to finish”, de Peter
Greenaway. Fora de competição, será exibido, entre outros, o filme
“Embedded”, com direção de Tim Robbins.
“A história secreta do cinema italiano: Os reis dos B’s”, a mostra
retrospectiva de 2004, apresentará mais de 30 filmes realizados entre
1960 e 1980 por Mario Bava, Vittorio Cottafavi, Fernando Di Leo, Lucio
Fulci, Antonio Margheriti etc.
A programação do Festival de Veneza terá ainda a mostra Meia-Noite,
não-competitiva, cuja seleção terá títulos de Sérgio Cabrera (“Perder es
cueston de metodo”), Tony Scott (“Man on fire”, filme estrelado por
Denzel Washington, com o brasileiro Gero Camilo no elenco) e Michael
Mayer (“A home at the end of the world”, com Colin Farrell e Sissi
Spacek), entre outros.
No júri, John Boorman, Spike Lee e Helen Mirren
Presidido pelo diretor inglês John Boorman, o júri de Veneza terá ainda
as atrizes Scarlett Johansson, Helen Mirren, o diretor alemão Wolfgang
Becker (de “Adeus, Lênin”), o americano Spike Lee, os italianos Mimmo
Calopresti e Pietro Scalia, o sérvio Du?an Makavejev e o produtor Xu
Feng, de Taiwan.
(©
O Globo)
Hollywood domina 61.º Festival de
Veneza
O Leão de Ouro deste ano será disputado por
71 filmes de longa-metragem, evento abre com The Terminal, de
Steven Spielberg, com Tom Hanks e Catherine Zeta-Jones.
Roma -
Os organizadores do 61.º Festival de
Cinema de Veneza estão se esforçando para elevar o nível do festival,
exibindo apenas filmes de alto nível, disse o diretor do evento hoje, ao
divulgar a relação dos concorrentes ao Leão de Ouro e a lista dos filmes
que serão exibidos fora da competição. No festival deste ano serão
projetados 71 filmes de longa-metragem, menos do que em anos anteriores.
A maior parte será de filmes americanos e europeus.
Marco Mueller, o diretor do
festival, disse que quer trazer os maiores filmes do ano para Veneza sem
ficar obrigado a escolher um certo número de filmes de todas as regiões
do mundo. "Não há necessidade de se olhar para o mapa e sentir que
precisamos ter filmes das diferentes partes do mundo", ele disse. "Temos
uma seleção mais compacta este ano, menor e mais ágil" disse Mueller em
coletiva de imprensa em Roma. Mueller, um produtor italiano que antes
dirigia pequenos festivais na Itália e no exterior, assumiu o de Veneza
depois com a desistência no início do ano de Moritz de Haldeln, da
Suíça, que ficou dois anos à frente do evento.
O festival começa em 1.º de
setembro com o novo filme de Steven Spielberg, O Terminal,
estrelado por Tom Hanks e Catherine Zeta-Jones, e vai até 11 de
setembro. Ambos Spielberg e Hanks estarão em Veneza para apresentar o
filme. O festival será dividido e, diversas seções, com 21 filmes
competindo pelo seu maior prêmio, o Leão de Ouro. Além disso, haverá
competições para filmes de novos diretores, um para filmes voltados para
o público jovem e um para filmes digitais.
Entre os filmes que concorrem
ao Leão de Ouro, estão Birth, de Jonathan Glazer, estrelado por
Nicole Kidman, Vaidade, de Mira Nair, com Reese Witherspoon,
Mar Adentro, de Alejandro Amenabar, com o ator espanhol Javier
Bardem, e Land of Plenty, do alemão Wim Wenders. O júri será
presidido pelo diretor britânico John Boorman e incluirá Spike Lee e a
atriz de Encontros e Desencontros, Scarlett Johansson.
Muitos filmes de alto nível
serão exibidos fora de competição, como O Terminal, She Hate
Me, de Spike Lee com Monica Bellucci e Woody Harrelson, e O
Quinto Império, do veterano diretor português Manoel de Oliveira,
que, junto com o co-diretor de Cantando na Chuva, Stanley Donen,
vai receber o prêmio honorário por toda a sua obra. Animações também
terão espaço em Veneza. Howl´s Moving Castle do diretor japonês
Hayao Miyazaki, vai competir pelo Leão de Ouro, e Shark Tale, de
Victoria Jenson e Bibo Bergeron, será exibido na principal praça de
Veneza. Para levar os espectadores à atmosfera completa da cidade,
haverá a adaptação de Michal Radford para a peça de Shakespeare O
Mercador de Veneza, que se passa no século 16 e terá um elenco
formado por Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes.
(AP)
(©
estadao.com.br)
Prêmio homenageia conjunto da obra
DA REPORTAGEM LOCAL
Ao anunciar a homenagem ao
cineasta Manoel de Oliveira com a entrega do Leão de Ouro pelo conjunto
da obra, a organização da 61ª Mostra de Veneza disse que o diretor
ajudou a "redefinir a modernidade e marcou profundamente o cinema no
século 20".
Mas Oliveira segue dando
mostras de que, para ele, um século de cinema não é o bastante. O
diretor estreará no festival que o homenageia seu quinto título
realizado no século 21. "O Quinto Império -°Ontem como Hoje", baseado na
obra teatral "El-Rei Sebastião" (1949), de José Régio (1901-1969),
sucede "Um Filme Falado" (2003), "O Princípio da Incerteza" (2002), "Vou
para Casa" (2001) e "Porto da Minha Infância" (2001).
A história de Oliveira com o
festival italiano é longa. Lá, ele recebeu um Leão de Ouro por "Le
Soulier de Satin" (1985). "Depois disso, já apresentei cerca de uma meia
dúzia de outros filmes em Veneza, e outros tantos no Festival de
Cannes", lembra o diretor.
Na mostra italiana, foi
premiado novamente em 1991, quando o Grande Prêmio do júri recaiu sobre
"A Divina Comédia", e teve suas mais recentes participações no ano
passado, quando competiu com "Um Filme Falado", e em 2001, ano em que
apresentou o ensaio afetivo em que confronta suas memórias com as
transformações arquitetônicas de sua cidade natal, "Porto da Minha
Infância".
Principiante
Embora veteraníssimo em
festivais, o diretor os acompanha com entusiasmo de principiante,
circulando pelas mostras e cumprindo agenda de entrevistas.
Em 2001, ao receber o prêmio
paralelo Robert Bresson, conferido por organismos pertencentes ao
Vaticano, Oliveira fez ironia com a própria condição de não-religioso e
declarou que tinha 92 anos, mas se sentia "com 29, o que é muito pouco
tempo para saber algo da vida e do cinema".
Além de Oliveira, o festival deste ano (1/9 a 11/9) homenageará o
norte-americano Stanley Donen, 80, autor, entre outros, de "Sete Noivas
para Sete Irmãos" (1954).
(©
Folha de S. Paulo)
Visite o
site do Festival de Veneza
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