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Roma (EFE).- Cento
cinqüenta mil pessoas, segundo os organizadores, desfilaram nesta
segunda-feira com velas e tochas em Roma contra o terrorismo e em
solidariedade às vítimas do massacre da escola de Beslan, na república
autônoma russa da Ossétia do Norte.
Dirigentes da maioria governamental conservadora e da oposição de
centro-esquerda marcharam juntos em silêncio desde a colina do Capitólio
até o Coliseu, através da Via dos Foros Imperiais.
A manifestação, com a presença muitas crianças e turistas, foi aberta
pelo prefeito da cidade e promotor da iniciativa, Walter Veltroni, junto
ao imã da mesquita de Roma, o rabino chefe e o pároco católico da
capital italiana.
Ao longo do percurso, limitado por estandartes de grupos e associações
civis, foram ouvidas através de alto-falantes móveis, músicas de
Schumann, Brahms e Mozart.
De um palco situado no final da marcha, o prefeito Veltroni disse que
com esta manifestação a cidade de Roma quer lançar "uma mensagem de
grande esperança, depois do horror e a barbárie, além de homenagear às
vítimas e mostrar que o terrorismo não conseguirá nos dobrar".
(©
UOL Últimas Notícias)
Milhares protestam em Roma

ROMA - Mais de 150 mil pessoas desfilaram em silêncio ontem em Roma,
em memória das vítimas de Beslan e para expressar seu horror ante o
massacre de crianças. Na procissão, viam-se cartazes com inscrições
como ''Roma com as crianças de Beslan'' ou ''Eles não assassinarão
nosso futuro''.
Representantes de todas as tendências religiosas
estavam presentes à manifestação, organizada pelo prefeito da cidade,
Walter Veltroni. Partidos de direita e de esquerda e sindicatos se
juntaram à procissão.
- Essa é uma forma de nos sentirmos próximos das
vítimas. Da Itália, é tudo que podemos fazer - declarou Isabella,
professora de dança.
- Sinto muita dor, mas também muita raiva - afirmou
Clara, 50 anos, enquanto um italiano de origem tunisiana, Rzaigui
Larussi, expressava sua vergonha, ''como muçulmano'', pelo massacre de
crianças.
- Estamos aqui também para mostrar que não nos
conformamos com a barbárie na qual o terrorismo quer precipitar o
mundo - frisou Piero Fassino, um dos dirigentes da oposição.
(©
JB Online)
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