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O drama desses africanos comoveu a
Itália, que mantém relações privilegiadas com a Somália
Centenas de imigrantes esperam na
Líbia para embarcar rumo à Itália, segundo testemunhos dos imigrantes
clandestinos resgatados nos últimos dias no Mediterrâneo.
Enquanto esperam sua vez, os
candidatos ficam fechados em uma espécie de "casa-prisão" nos arredores
de Trípoli, a capital líbia, contou à imprensa italiana Asma, uma menina
de nove anos.
A menina, resgatada de um
naufrágio na costa de Lampedusa, ao sul da Sicília, viajava com um grupo
de somalis, dos quais 4 morreram, entre eles seus dois irmãos menores.
"Fomos fechados em uma casa sem
janelas, não podíamos sair. Com meus pais, Asha e Ahmed, ficamos quatro
dias, até que nos levaram a um pequeno porto da Líbia. Outros esperam
até 20 dias para zarpar", contou.
Cada dia, segundo a menina,
chegam caminhões e automóveis com centenas de pessoas dispostas a
partir.
A contagem feita pela menor foi
confirmada por outros 15 somalis, encontrados em estado semicomatoso no
domingo ao lado de 13 cadáveres, após uma travessia de 20 dias sem água
nem comida, durante a qual iam lançando os corpos ao mar, até chegar a
57.
O drama desses africanos comoveu
a Itália, que mantém relações privilegiadas com a Somália, que foi uma
das poucas colônias que a Itália teve no início do século passado.
O Governo italiano solicitou a
ajuda da União Européia para lutar contra a imigração clandestina.
(© O Povo/NoOlhar.com.br)
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