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Chanceler italiano compra relógio falso em Pequim

   ROMA - O chanceler italiano Franco Frattini não resistiu à tentação de comprar um relógio falso "Cartier" de um vendedor ambulante de Pequim, onde o ministro, representando a União Européia (UE), assinou acordos contra a pirataria comercial.

   O episódio, ocorrido na quinta-feira, foi confirmado por alguns jornalistas durante uma visita a um centro comercial pouco antes do início da cúpula UE-China.

   "Sim, comprei o relógio", disse o chanceler italiano, admitindo ter caído na tentação.

   O premier italiano e atual presidente da UE, Silvio Berlusconi, que encabeçava a visita, decidiu sair em defesa de seu chanceler no seu famoso tom satírico.

   "Me parece lógico que o ministro encarregado de falar da luta contra a falsificação exiba a prova de sua existência mostrando um Cartier de 20 euros", disse Berlusconi.

   O "cavalheiro" não foi o único que defendeu Frattini: o senador da Liga Norte Roberto Calderoli declarou que apesar de o gesto não ter sido exemplar, "demonstra que o governo não rouba, porque senão teria comprado um relógio verdadeiro".
 
   O episódio, no entanto, foi comentado em outro tom pela imprensa italiana e por alguns outros membros da delegação, que o definiram como "embaraçoso".

   "Qual é a pior coisa que pode acontecer para um ministro que vai para a China firmar, em nome da União Européia, um acordo contra a pirataria comercial? Dar uma volta antes da reunião oficial para comprar um relógio falso", comenta hoje com ironia o jornal romano "La Repubblica".

(© ANSA EuroSul)

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