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EFE
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A segurança na
Itália, foi reforçada após os ataques anti-semitas na Turquia e
contra italianos no Iraque |
Homem ateou fogo dentro do carro em que
estava, perto de uma sinagoga
ROMA - Um homem de origem jordaniana, que também tem
nacionalidade do Kuwait, morreu na madrugada de ontem, depois do
incêndio no interior de um veículo, que explodiu, estacionado perto da
sinagoga da cidade de Modena, no norte da Itália.
O incidente aconteceu às 4h40 de ontem (1h40 de Brasília) na
rua Blasia, onde fica um dos muros da sinagoga. A fachada do templo
religioso está situada na Praça Mazzini, no centro histórico de
Modena.
Depois dos recentes atentados anti-semitas na Turquia, esta
área está sendo vigiada 24 horas por dia. Por isso, os agentes de
guarda viram quando um velho Peugeot 205 chegou perto da sinagoga e
estacionou.
Quando a polícia se aproximou, o motorista se trancou e pouco
depois ateou fogo no interior no veículo, fazendo com que o carro
explodisse. A explosão não feriu outras pessoas, mas quebrou janelas
de alguns prédios na praça.
Num primeiro momento, informou-se que a vítima, que morreu
carbonizada, era um jordaniano. Depois, falou-se que era um kuwaitiano
e, em seguida, um palestino. A confusão foi provocada porque o
documento do Peugeot apontava a nacionalidade do provável suicida como
kuwaitiana. Mas ele foi reconhecido como jordaniano e tem ambas as
cidadanias.
A Praça Mazzini e a rua Blasia foram cercadas pelas Forças de
Segurança italianas, que tentam descobrir se tratava-se de uma
tentativa de atentado contra a sinagoga.
A Academia Militar também fica perto da Praça Mazzini. Ontem,
foi inaugurado o curso 2003-2004, com a presença do chefe do
estado-maior do Exército italiano, tenente-general Giulio Fraticelli.
A polícia acha que a hipótese de suicídio, sem estar
relacionado com atentado terrorista, é a mais provável.
Foi
mais um ato de desespero que um ato subversivo. O homem havia mostrado
sinais de problemas de relacionamento com pessoas no passado - disse
um policial de Modena.
O prefeito da cidade, Giuliano Barbolini, concorda. - É
inquietante o fato de o suicídio ter acontecido tão próximo da
sinagoga - disse.
Além dos ataques anti-semitas na Turquia, a segurança pública
recebeu mais atenção na Itália após o atentado que matou 19 italianos
no sul do Iraque, no mês passado. O governo italiano enviou tropas ao
país para ajudar nos esforços de estabilização pós-guerra.
(©
JB Online)
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