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Comitê de bioética italiano aprova testamento biológico

 

 

   ROMA - O Comitê nacional italiano para bioética (Cnb) aprovou oficialmente o documento relativo ao testamento biológico. Ou seja as declarações antecipadas de tratamento por parte dos pacientes. Informou o professor de Bioetica na universidade de Messina, Demetrio Neri.

   O documento, destacou Neri, "sugere ao legislador de dar fundamentação jurídica as declarações antecipadas de tratamento. Isto é um ponto importante pois implicaria a obrigação por parte do médico de considerar as vontades dos pacientes e de motivar por escrito a própria decisão, seja que as atue ou que não na cartela clinica".

   Um ponto "qualitativo" do documento que, se atuado, disse Neri, faria da Itália o segundo país na Europa, depois da Dinamarca, que reconheceria o fundamento jurídico ao testamento biológico.

   Uma discussão polêmica sobre um dos pontos mais "quentes" do texto, é a possibilidade de incluir no testamento biológico também as leis antecipadas relacionadas a casos "extremos" como aqueles dos tratamentos de alimentação e hidratação artificiais. Sobre esta questão o comitê não chegou a um acordo.

   Uma parte do Cnb, afirmou Neri, "sustenta de fato que também estes tratamentos devem entrar na disponibilidade dos pacientes; outros componentes do comitê têm ao contrário um comportamento mais cauteloso e sustentam que apenas nos casos mais graves estes tratamentos podem entrar nas vontades antecipadas". As duas posições serão então apresentadas no documento.

   Mas, segundo Neri, de qualquer forma em ralação ao projeto inicial, do documento aprovado ontem emerge uma posição "mais provável também se as análises deverão ser efetuadas caso por caso".

   Segundo o especialista, a referência principal ao legislador é que as normas antecipadas "sejam previstas por uma lei. Esta é a aparte mais importante do documento". O texto agora será apresentado no Parlamento italiano.

   Neri disse estar satisfeito com a aprovação de um documento que definiu "muito equilibrado e que faz a Itália dar um grande passo em direção de um maior respeito da autonomia dos pacientes". Reconhecendo além do mais ao testamento biológico um fundamento jurídico, concluiu Neri, "também os médicos se sentirão mais tranqüilos efetuando as próprias analises e isto é um aspecto fundamental".

(© Ansa - EuroSul)

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