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Fundador da Parmalat é interrogado na Itália

O fundador da multinacional de alimentos Parmalat, Calisto Tanzi, 65 anos

da Folha Online

   Promotores italianos interrogaram hoje em um presídio de Milão (norte da Itália) o fundador da multinacional de alimentos Parmalat, Calisto Tanzi, 65, suspeito de desvio de centenas de milhões de euros, informaram fontes judiciais.

   "É um momento difícil para ele, mas está tudo sendo organizado da melhor forma", disse o advogado de Tanzi, Fabio Belloni, antes do interrogatório.

   Duas horas depois, dois promotores de Milão deixaram o presídio e informaram que pedirão uma ordem judicial para converter a prisão provisória de Tanzi --que foi decretada ontem e não pode durar mais de 48h-- em uma ordem formal de prisão.

   Promotores de Parma (onde fica a sede do grupo Parmalat) continuam o interrogatório. Tanzi ainda não foi formalmente acusado de nenhum crime.

Escândalo

   O grupo Parmalat --que está no centro de um escândalo financeiro-- tem um rombo estimado em pelo menos 7 bilhões de euros (US$ 8,68 bilhões) em suas contas.

   No entanto, o tamanho da dívida buraco pode aumentar à medida que a investigação judicial sobre a situação da companhia avance.

   O departamento de falências do tribunal de Parma anunciou ontem o "estado de insolvência" --ou seja, a falência-- do grupo Parmalat.

   Tanzi era investigado desde 22 de dezembro, mas foi deixado em liberdade. Depois, segundo a imprensa, viajou para a Suíça, de onde retornou ontem para Milão, quando foi detido.

S   eu filho Stefano, que já ocupou vários cargos na Parmalat, também é investigado, mas permanece em liberdade. (Com agências internacionais)

(© Folha Online)


Imprensa diz que Tanzi retirou 500 mi de euros da Parmalat

da France Presse, em Roma

   O fundador da multinacional de alimentos Parmalat --envolvida em um escândalo financeiro--, Calisto Tanzi detido pela polícia ontem em Milão, desfalcou a empresa em centenas de milhões de euros, informa a imprensa italiana hoje.

   De acordo com o jornal de maior circulação da Itália, "Corriere della Sera", Tanzi, acusado de "associação para delinquir com fins de quebra fraudulenta", desfalcou a Parmalat em 500 milhões de euros.

   "Segundo os magistrados, Tanzi teria retirado no decorrer dos anos uma quantia superior a 600 milhões de euros das contas de seu grupo. No total, a família Tanzi teria sacado pelo menos 1,7 bilhão de euros dessas contas", afirma o jornal "La Repubblica".

   O grupo Parmalat, cuja falência oficial foi declarada ontem, tem um rombo de pelo menos 7 bilhões de euros em suas contas, sobre um faturamento de 7,5 bilhões de euros em 2002.

Rombo

   Porém, a imprensa destaca que o verdadeiro valor do rombo ainda deve ser determinado. Analistas acreditam que deve ficar entre 7 bilhões e 13 bilhões de euros.

   As acusações contra o fundador da Parmalat podem render a Tanzi uma condenação de 15 anos de prisão, segundo o "La Repubblica".

   Calisto Tanzi, 65, era investigado desde 22 de dezembro, mas foi deixado em liberdade. Depois, segundo a imprensa, viajou para a Suíça, de onde retornou ontem para Milão, quando foi detido.

   Seu filho Stefano, que já ocupou vários cargos na Parmalat, também é investigado, mas permanece em liberdade.

   Os magistrados de Milão e Parma, onde fica a sede do grupo, interrogarão Tanzi pela primeira vez hoje.

(© Folha Online)


Fundador da Parmalat é interrogado em Milão

Por Jacopo Barigazzi

   MILÃO (Reuters) - Promotores italianos interrogaram o fundador do grupo Parmalat neste domingo, preso por suspeita de fraude e apropriação indébita de centenas de milhões de euros, afirmaram fontes judiciais.

   Calisto Tanzi, o milionário líder do oitavo maior grupo industrial da Itália há até duas semanas, passou a noite numa cela. Ele foi detido numa rua de Milão na tarde de sábado e levado sob custódia.

   "É um momento difícil, mas eles arranjaram bem as coisas para ele", afirmou o advogado de Tanzi, Fabio Belloni, na porta da prisão San Vittore. Mais tarde, magistrados de Milão e Parma, próximo à sede da Parmalat, interrogaram Tanzi.

   Ele é o centro de uma investigação criminal sobre suspeita de fraude na Parmalat que rapidamente levantou questões sobre a conduta dos principais gerentes da companhia, auditores e bancos.

   Tanzi ainda não foi acusado formalmente e as autoridades têm 48 horas a partir do momento da prisão para prorrogar a prisão.

   O escândalo estourou no início do mês, quando a Parmalat, que tem 35 mil empregados em cerca de 30 países, revelou um buraco em suas finanças que, segundo os investigadores, pode superar 10 bilhões de euros (12,4 bilhões de dólares).

   A maior crise corporativa da Itália em mais de uma década ameaça investimentos de bilhões de euros de acionistas, além de cerca de 2 bilhões de euros em empréstimos bancários.

   No sábado, horas antes da detenção de Tanzi, uma corte de Parma declarou a insolvência da Parmalat, que está sob a administração de um nome indicado pelo governo.

   A insolvência permite que a empresa continue em operação e a pagar os trabalhadores e fornecedores. Porém milhares de credores do setor financeiro terão de esperar a elaboração de um plano de recuperação nos próximos seis meses. (Por Nelson Graves, com reportagem de Tiziana Barghini, Giadia Zampano, Roberto Bonzio, Svetlana Kovalyova)

(© UOL Últimas Notícias)

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