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ONU lamenta morte do embaixador do Vaticano no Burundi

 

 

da France Presse, em Nova York

   O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse hoje estar "abalado e entristecido" com a morte do embaixador apostólico do Vaticano no Burundi, monsenhor Michael Courtney, que foi assassinado em uma emboscada.

   "O secretário-geral ficou profundamente abalado e entristecido quando soube da trágica morte do monsenhor Courtney", declarou Fred Eckhard, porta-voz de Annan.

   O secretário-geral, acrescentou, apreciava a maneira discreta e eficaz como Courtney contribuía para o processo de paz.

   O Exército de Burundi atribuiu este atentado, na estrada que fica perto da aldeia de Minago (40 km ao sul da capital), aos rebeldes das Forças Nacionais de Libertação (FNL).

   As FNL, último movimento rebelde hutu em guerra, negaram a acusação, atribuindo o ataque ao Exército regular.

(© Folha Online)


Núncio apostólico em Burundi é morto

Exército acusa rebeldes da etnia hutu

   BUJUMBURA - O núncio apostólico, embaixador do Vaticano, em Burundi, foi assassinado ontem em um ataque, que o Exército atribuiu a rebeldes da etnia hutu que se negaram a aderir ao processo de paz.

   Oficiais do Exército deste pequeno país africano disseram que o núncio papal Michael Courtney sofreu uma emboscada armada pelas Forças de Libertação Nacional (FNL pela sigla em inglês) e levou três tiros, sendo um deles na cabeça. O embaixador morreu horas mais tarde ao sofrer uma hemorragia na mesa de operações.

   - O núncio caiu em uma emboscada preparada pelas FNL perto da localidade de Minago, 40 quilômetros ao Sul de Bujumbura - disse o porta-voz do Exército, Augustin Nzabampema.

   O Vaticano expressou a ''profunda dor e desolação'' da Santa Sé pelo ocorrido e disse que o Papa se retirou para rezar assim que recebeu a notícia.

   Michael Courtney era irlandês e havia desempenhado vários trabalhos pastorais até ser nomeado núncio apostólico em Burundi, em agosto de 2000.

   Segundo o Vaticano, Courtney estava em um carro com mais três pessoas (um sacerdote, que ficou ferido, o motorista e mais uma pessoa) quando foi baleado. Os tiros teriam vindo do alto de uma colina.

   Cerca de 300 mil burundineses morreram em mais de uma década de guerra civil, na qual rebeldes da etnia majoritária hutu lutaram para acabar com o dominação política dos tutsi.

   O principal grupo rebelde no país, o FDD (Forças pela Defesa da Democracia), assinou um acordo de paz com o governo, que concedeu quatro ministérios aos insurgentes.

   Mas as FNL rejeitaram negociar e continuaram a luta armada. Líderes africanos deram ao grupo três meses para começar a participar das negociações de paz, caso contrário será excluído do processo.

(© JB Online)

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