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Reuters
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La due Simone a colloquio con
il Papa |
Le volontarie in Vaticano per più di un'ora.
L'incontro con il Pontefice è durato pochi minuti
ROMA - «Grazie
a Dio siete salve»: con queste parole il
Papa ha accolto Simona Pari e Simona Torretta, ricevute questa
mattina in Vaticano con le
famiglie. L'udienza è durata
pochi minuti, con le ragazze visibilmente molto
emozionate che si si sono
inginocchiate, hanno ringraziato il Papa e hanno parlato della
necessità di stare
vicini al popolo iracheno.
Le due Simona erano entrambe
vestite con un tailleur
pantalone nero. A chi ha fatto scherzosamente osservare loro
che si era abituati a vederle con altri abiti, hanno risposto
sottolineando l'importanza dell'incontro col Papa.
Le due volontarie sono rimaste
in
Vaticano per oltre un'ora. Sono entrate alle 10.45 e uscite
alle 11.52. Sulla prima auto uscita da Piazza del Sant'Uffizio,
targata Vaticano, c'erano mons. Fisichella, Annamaria Torretta, madre
di Simona, sua figlia Laura e la mamma di Simona Pari. Nella seconda
vettura c'erano le due ragazze rapite.
L’udienza è
stata richiesta dalle due
volontarie per ringraziarlo per gli
appelli fatti e per le
preghiere che ha loro assicurato durante le tre settimane di
prigionia.
(©
Corriere della Sera)
Declarações de reféns libertadas divide italianos
Irene Peroni
Simona Pari (à esq.) e Simona Torretta
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Depois de três semanas de completo silêncio seguido de anúncios de
morte em dois websites árabes, poucas pessoas na Itália imaginavam que
as duas italianas que foram sequestradas no Iraque reapareceriam sem
ferimentos e sorrindo
Mas o que ninguém pensou é que depois de todas as
vigílias, passeatas silenciosas e comoção nacional pela sua libertação,
elas se veriam no centro de um turbilhão depois de voltarem pra casa.
No primeiro dia de libertade, em vez de agradecerem
ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi pela liberade, Simona Pari e
Simona Torretta pediram ao governo que tirasse as tropas do país do
Iraque.
Há informações de que um resgate de US$ 1 milhão foi
pago pela libertação da duas italianas, mas o governo negou oficialmente
ter pago o resgate.
Ocupação
Desde o início, elas disseram que pretendiam
continuar fazendo o trabalho de ajuda humanitária que faziam antes, e
agradeceram aos países árabes, rebeldes que lutam pela liberdade do
Iraque e ao mundo muçulmano por terem trabalhado pela sua liberdade.
Elas contaram ter sido ameaçadas com uma faca na
garganta e que viveram constantemente com medo de ser mortas "até o
momento em que desceram do avião".
Mas apesar disso, afirmam que isso não mudou a
visão delas de que o Iraque é um país ocupado lutando por liberdade.
"A guerrilha é legítima, mas sou contra o sequestro
de civis", disse ao jornal italiana Corriere della Sera Simona
Torretta, que fala árabe e já estava vivendo no Iraque antes da queda de
Saddam Hussein.
"É preciso diferenciar o terrorismo e a
resistência. Eu disse isso antes e repito agora", disse ela, que
descreveu o primeiro-ministro Iyada Allawi como "um fantoche nas mãos
dos americanos".
Por mais de 20 dias, jornais de todas as linhas
mostraram as duas voluntárias como exemplo de compaixão e despojamento
pessoal.
Mas depois das críticas ao governo depois da
libertação, as "florzinhas da paz" como haviam sido apelidadas pela
imprensa italiana se tornaram objeto de duras críticas dos políticos e
de parte da imprensa.
Elas passaram a ser descritas como frias,
condescendentes e ingratas com o governo, e foram criticadas por não
mencionarem outros sequestrados.
Havia uma grande expectativa no país para ouvir o
relato das duas voluntárias sobre os seus dias em cativeiro.
No fim, as duas agradeceram a intervenção do
governo e disseram que não sabiam da decapitação dos dois americanos e
do sequestro do engenho britânico Ken Bigley quando fizeram as primeiras
declarações após a libertação.
De qualquer forma, a tão elogiada colaboração entre
governo e oposição para libertar as duas mulheres está definitivamente
encerrada, e o país está de novo dividida entre os que apóiam a presença
italiana no Iraque e os que acham que está na hora de trazer os soldados
de volta pra casa.
(©
BBCBrasil.com.br)
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