17.08.2000
Aqueles que têm filhos ilegítimos em segredo, preparem-se:
com o passar do tempo, estes descendentes fora do matrimônio podem ser descobertos. Este
foi o caso de Paulo de Leonardo da Vinci, nome do provável filho ilegítimo de um
dos maiores gênios da pintura mundial, Leonardo Da Vinci. A descoberta ocorreu mais de
quatro séculos depois da morte dos protagonistas, através de uma pesquisa do italiano
Alessandro Vezzosi. Segundo ele, o pintor teria sido pai aos 17 anos.
O filho do autor da Mona Lisa é citado na
correspondência entre o senhor de Bolonha, Giovanni Bentivoglio, e Lorenzo de Medici,
conhecido historicamente como O Magnífico. Ali, Bentivoglio comenta que Paulo
de Leonardo Da Vinci de Florença foi afastado dessa cidade para que pudesse ficar
"longe das más companhias" de forma a se "emendar na vida".
Os analistas supõem que a referência a Paulo como "de
Leonardo" seria uma evidência de que não se tratava de um aluno do mestre, mas de
um filho.
Outra prova seria a resposta que Da Vinci deu a seu irmão
Domenico, em uma carta onde este último anunciava o nascimento de um filho. A chegada de
um sobrinho não alegrou o pintor, que escreveu ao irmão: "você se alegra de ter
criado um ciumento inimigo, o qual desejará com todas suas forças a liberdade".
Além disso, entrando na análise psicológica, Vezzosi cita
o fato de que Leonardo pintou em diversas ocasiões gravuras onde crianças estão
abraçadas às mães ou brincando com gatos. "Leonardo era um espírito livre e muito
humano, umas vezes entristecido pelas lembranças e outras envolvido de maneira paternal
em seus desenhos", sustenta Vezzosi.
O tema das crianças na obra de Da Vinci está presente na
exposição Leonardo e a Europa, na cidade de Benedetto del Tronto, na região
central da Itália. Ali estão expostas reconstruções de brinquedos de madeira
projetados pelo artista. (AP/Deutsche Welle) |