Os clubes que mais se utilizam do futebol dos
estrangeiros são, pela ordem, Milan (17), Udinese (16), Inter de Milão (15) e Roma,
Juventus e Parma (com 13 jogadores cada um).
A questão não se limita à quantidade: sem dúvida, as maiores atrações da Liga
são os estrangeiros, em sua maioria sul-americanos - com supremacia dos argentinos, a
`bola da vez' do mercado. Assim, não é surpresa que as maiores estrelas desta temporada
sejam os craques Batistuta, Crespo, Lopez e Redondo, da Argentina, e Amoroso e Émerson
(Brasil) - Ronaldinho está contundido. Da Europa, os destaques são Zidane (França),
Mijatovic (Iugoslávia) e Schevchenko (Ucrânia).
Vítima de sucessivas contusões, o atacante italiano Christian Vieri, até
recentemente o jogador mais caro do mundo (foi vendido da Lazio para a Inter por US$ 46,5
milhões) e um dos grandes ídolos da Itália, poderia ser uma exceção, mas não tem
conseguido justificar a fama de estrela.
Tevês - A exemplo do que aconteceu na Inglaterra há cinco anos, os direitos de
transmissão, pagos a peso de ouro, estão aumentando o poder de fogo dos clubes
italianos, que agora, para fazer grandes contratações, não dependem mais dos poderosos
clubes do norte do país, como Juventus, Milan e Inter.
Para esta temporada, duas emissoras de tevê a cabo italianas (Stream e Telepiú)
pagaram um total de US$ 370 milhões para a transmissão das 306 partidas da Liga,
divididos conforme a importância dos 18 clubes participantes.
A Juventus (clube mais popular da Itália) vai receber mais (US$ 52 milhões), seguida
da Inter (US$ 49 milhões) e Milan (US$ 47,5 milhões). Roma (US$ 41,5 milhões) e Lazio
(US$ 31,5 milhões) também fazem parte da elite e recebem cotas maiores. Por essa razão
não surpreende terem investido tanto para contratar Batistuta, Émerson (Roma), Crespo e
Lopez (Lazio).
Contratos de exclusividade também foram fechados. O Napoli, após vencer uma disputa
na Justiça, cedeu ao canal Stream, pelos próximos cinco anos, por US$ 150 milhões, o
direito de transmissão de seus jogos. (AE)