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Itália revive dois casos arquivados

09.08.2000

ROMA - Com as prisões do major reformado argentino Jorge Antonio Olivera, um dos homens mais temidos nos anos 70 e 80 das ditaduras militares instaladas em Buenos Aires, e do professor chileno Jaime Yovanovic Prieto, ex- militante do movimento da esquerda revolucionária (MIR), a Itália criou,no mesmo dia, um minicaso Pinochet e um minicaso Ocalan (líder curdo que se refugiou em Roma ano passado).

Ignorando a existência de um mandado de prisão expedido pela Justiça da França e distribuído às delegacias da Interpol de toda a Europa, Jorge Olivera terminou preso no aeroporto de Roma, domingo. Com poucas horas de diferença, na estação ferroviária de Perúgia, uma equipe da Interpol dava ordens de prisão a outro cinqüentão sul-americano, o chileno Jaime Yovanovic Prieto, intelectual e professor de direito, ex-militante do Mir, organização da esquerda mais radical do Chile governado pelo socialista Allende.

Pietro vive desde 1994 no Brasil. A acusação feita pela magistratura chilena a Jaime Prieto é a de envolvimento no assassinato do general Carol Urzua, ex-prefeito de Santiago, cometido no dia 29 de agosto de 1983. O que imediatamente intrigou Jorge Olivera foi o fato de ele ser preso em Roma e não em Paris, onde tinha passado uma temporada de quatro dias antes de embarcar para a capital italiana. No caso de Pietro, até agora ninguém entende por que só agora foi detido - e logo em Perúgia. O mandado de prisão data de 1983. (Araújo Netto-AJB)

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