ItaliaOggi

 

Harrison Ford e Michelle Pfiffer brilham em Veneza

03.09.2000

VENEZA - Hollywood disparou no sábado uma artilharia de peso no Festival de Veneza. Michelle Pfeiffer e Harrison Ford compareceram ao evento cinematográfico na cidade italiana para marcar a estréia européia de seu novo filme, "What Lies Beneath".

O filme foi exibido depois das estréias do italiano "Teeth"(dentes), do oscarizado Gabriele Salvatores, e de "La Comedia de la Inocencia", de Raul Ruiz, ambos concorrentes.

O filme das estrelas de Hollywood, que já arrecadou mais de 125 milhões de dólares nos Estados Unidos, apresenta um suspense psicológico, em que Michelle Pfeiffer faz uma mulher acossada pelo fantasma da amante de seu marido, vivido por Ford.

O diretor, Robert Zemeckis ("Forrest Gump"), admite que a complicada trama deve muito ao mestre do suspense Alfred Hitchcock. (Reuters)


02.09.2000

"Rap do Pequeno Príncipe" lota sala em Veneza

VENEZA - Como estava no programa, a noite de gala do 57º Festival de Cinema de Veneza foi dedicada a Clint Eastwood. Clint recebeu um Leão de Ouro especial pela carreira das mãos da atriz Sharon Stone, que trajava um vestido de oncinha, artificial e, portanto, ecologicamente correto. Na cerimônia, Clint agradeceu, falou bem do país anfitrião, e prestou tributo póstumo ao diretor Sergio Leone, responsável pelos filmes que o projetaram ao estrelato internacional. Em seguida, chamou ao palco do Palácio do Festival seus companheiros de aventura em Caubóis do Espaço, James Garner, Tommy Lee Jones e Donald Sutherland.

Capítulo homenagens e badalações hollywoodianas encerrado, passa-se aos filmes. Foi muito bem-sucedida a sessão de Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, de Paulo Caldas e Marcelo Luna, que, em italiano, ficou sendo Il Rap del Piccolo Principe contro le Anime Malvage. A Sala Volpi (uma das salas médias do festival, com cerca de 300 lugares) lotou. E boa parte do público permaneceu para o debate com o diretor após a projeção.

Aparentemente era grande a curiosidade do público italiano por aquele mergulho radical na violência e na dívida social brasileira. O Corriere della Sera fez uma referência positiva ao filme nacional, adjetivando-o de "instrutivo e chocante".

Foram apresentados os dois primeiros concorrentes da mostra competitiva, o indiano Uttara, de Buddhadeb Dasgupta, e o italiano I Cento Passi (Os Cem Passos), de Marco Tullio Giordana. O primeiro é interessante, mas não deve contar muitos pontos para a premiação. Mergulha na realidade da Índia, aquela menos conhecida pelos turistas. Fala da condição da mulher, de castas humilhadas, da repressão sexual. Como mistura tudo, fica a impressão de que o diretor não soube centrar seu foco sobre um tema principal e desenvolvê-lo.

A precisão que falta ao filme da Índia sobra no da Itália. Giordana (autor do documentário Pasolini: um Delito Italiano, apresentado em São Paulo) revive um caso real ocorrido na Sicília. O jovem Peppino Impastato (Luigi Lo Cascio) revolta-se contra o predomínio da Máfia em sua cidade, Cinisi, mantém uma rádio livre na qual faz denúncias e resolve candidatar-se a vereador. Acaba sendo morto antes da eleição. O filme recebeu acolhida consagradora do público italiano. Não apenas porque fala de um difícil problema local, a luta contra o crime organizado, mas porque o faz de maneira emocionada, porém lúcida e segura. Na concorrida entrevista que concedeu ontem à imprensa, Giordana disse que, apesar de se reportar em Os Cem Passos aos anos 60 e 70, sente-se como se estivesse falando de hoje.

"Todo cineasta, em qualquer trabalho, é contemporâneo do seu tempo."

Trata-se de forte candidato. Recorde-se que, há dois anos, outro italiano, Gianni Amelio, levou o Leão de Ouro com Assim É Que se Ria, também um trabalho político e humanístico.

Grave defecção em Veneza: Martin Scorsese mandou avisar que seu documentário A Minha Viagem pela Itália não ficará pronto a tempo de ser exibido no festival, como estava programado. O projeto é um grande hino de amor ao cinema italiano e está sendo em parte patrocinado pela grife Giorgio Armani.

Scorsese intercala trechos de antigos filmes da península com comentários pessoais, tentanto mostrar que o cinema, tal como o conhecemos hoje, não seria possível sem a grande tradição italiana a sustentá-lo.

Na carta que enviou ao presidente da mostra, Alberto Barbera, Scorsese confessa-se "desolado" com a impossibilidade de apresentar "nem sequer uma cópia de trabalho". "O atraso se deve à dificuldade de manipulação de um material fílmico que tem às vezes 40 ou 50 anos", escreve o diretor ítalo-americano. Em resposta, Barbera se diz desapontado com o cancelamento daquela que seria uma das principais atrações do festival, mas que compreende as dificuldades técnicas que o motivaram.  (Luiz Zanin Oricchio, AE)


 31.08.2000

VENEZA - Desta vez, Brasil e América Latina ficaram de fora do Festival de Veneza. Pelo menos de sua mostra competitiva, aquela que é para valer, e garante ao vencedor o cobiçado Leão de Ouro, seu prêmio máximo. A maior proximidade do Brasil com a mostra veneziana, que começa sua 57ª edição hoje no Lido, com a exibição fora de concurso de Space Cowboys, de Clint Eastwood, são as presenças do ator Lima Duarte no elenco de Palavra e Utopia, do veterano português e concorrente Manoel de Oliveira e Hector Babenco como ator em Before Night Falls, de Julian Schnabel.

Há também, do Brasil, o documentário O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, de Paulo Caldas e Marcelo Luna, em uma das mostras paralelas do evento, chamada de Nuovi Territori. No ano passado, Julio Bressane exibiu seu São Jerônimo nesta mesma seção, em tese destinada à pesquisa de novas linguagens.

A mostra competitiva, em si, que é a que marca de fato os festivais de cinema e os faz passar para a posteridade como históricos ou embusteiros, tem tudo para ser de alto nível este ano. São 20 longas-metragens em disputa, reunindo nomes consagrados como o do já citado Manoel de Oliveira, além do norte-americano Robert Altman e do inglês Stephen Frears.

Junto a eles, há cineastas bem conhecidos como o francês Xavier Beauvois, os italianos Gabriele Salvatores e Marco Tulio Giordana, o chileno radicado na França Raoul Ruiz, o iraniano Jafar Panahi, para ficar apenas nos mais evidentes. Essas feras e outros concorrentes que podem surpreender disputarão os prêmios do festival.

Poucos troféus porque, nesse sentido, o Festival de Veneza é econômico. São ao todo oito distinções na mostra competitiva de longas-metragens, sem possibilidade de empate nas categorias principais: Leão de Ouro para o melhor filme, Prêmio Especial para direção, Copas Volpi, uma para ator, outra para atriz, Prêmio Marcello Mastroianni para ator ou atriz revelação, e Medalha de Ouro do Senado Italiano.

Dá-se também um troféu suplementar para o melhor filme de diretor estreante, que pode ser escolhido em qualquer das seções do festival. E é só. Bem diferente dos festivais brasileiros que distribuem troféus, lembranças e agrados até para madrinha de batismo de cineasta.

Os júris que irão atribuir os prêmios também são formados por pessoas conhecidas e respeitadas. Milos Forman preside o júri oficial da mostra competitiva, e Atom Egoyam, o júri para diretor estreante. Os dois têm algo em comum, além do talento para fazer filmes inesquecíveis como Um Estranho no Ninho e O Doce Amanhã - ambos trabalham nos Estados Unidos, apesar de originários de outros países.

Forman nasceu na atual República Checa e Egoyam, embora naturalizado canadense, é de origem armênia. Compõem o restante do corpo de jurados presidido por Forman a atriz norte-americana Jennifer Jason-Leigh, a diretora iraniana Samira Makhmalbaf, o escritor Tahar Bem-Jelloun, o diretor italiano Giuseppe Bertolucci, o cineasta francês Claude Chabrol e o crítico de cinema alemão Andreas Kilb. Egoyam escolhe o melhor filme de diretor estreante do festival em companhia da atriz Chiara Mastroianni, do diretor Mimmo Calopresti, do ator Peter Mullan e do crítico Bill Krohn.

Enfim, tudo está montado para que a festa seja boa: nomes conhecidos, outros nem tanto, porém promissores, glamour hollywoodiano associado àquilo que resta de seriedade autoral cinematográfica no umbral do milênio. Com essa mistura fina, Veneza procura marcar uma posição própria no âmbito dos grandes festivais internacionais.

Cannes busca o gigantismo, o charme e o mercado, mas tem conseguido manter premiações interessantes nos últimos anos, como o outsider Rosetta, dirigido pelos irmãos Dardenne, da Bélgica, no ano passado, e Dancer in the Dark, do dinamarquês Lars von Trier, neste. Berlim é tido como amante do cinema de cunho mais político, mas, ao mesmo tempo, gosta de se aproximar dos Estados Unidos, país quase hegemônico no cinema dito de mercado.

Concessões - Veneza, durante alguns anos, procurou se manter firmemente aferrado ao terreno autoral, o daqueles filmes de grande investimento artístico, porém nada comerciais. No entanto, como também precisa atender ao côté mundano, faz as devidas concessões. Por exemplo, há dois anos o festival começou com uma sessão solene de O Resgate do Soldado Ryan, e abrigou Steven Spielberg e sua entourage de 30 pessoas com toda a pompa e circunstância de que a Sereníssima República é capaz.

Por isso não se deve estranhar que o festival abra este ano com Space Cowboys e uma homenagem a seu autor. Clint Eastwood é a própria imagem dessa vocação amfíbia de Veneza, sem nenhum jogo de palavras alusivo à localização geográfica da cidade. Ator de grande apelo popular em filmes de ação, Clint tornou-se diretor respeitado e autor de um trabalho tão notável quanto Os Imperdoáveis.

Aos 70 anos, Clint está acima do bem e do mal. Satisfaz gregos, troianos e baianos e, portanto,merece seu Leão de Ouro especial pela carreira. Ninguém irá contestar essa decisão, tomada pelo diretor da mostra, Alberto Barbera, em seu primeiro ano de gestão. Além disso, Space Cowboys tem tudo para ser aquele protótipo de filme simpático, bom para abrir festivais. Trata-se de um faroeste espacial e crepuscular, com elenco de veteranos. Além de Clint, que dirige e atua, estão nos créditos James Garner, Tommy Lee Jones e Donald Sutherland.

Perfil hipotético - Ninguém traça a priori o perfil de um festival. Ele se define ao longo de sua realização. No entanto, algumas linhas já podem ser antecipadas. Por exemplo, é proporcionalmente grande a presença oriental em Veneza, com concorrentes da China (Platform, de Jiang Zhang-ke), Hong Kong (Durian Durian, de Fruit Chan) e Coréia do Sul (A Ilha, de Ki-duk Kim).

Caso algum deles vença, será reforçada uma tradição recente de hegemonia oriental no Lido. Nos últimos anos, levaram o Leão de Ouro filmes como Vive L'Amour, de Tsai Ming Liang (Taiwan), O Ciclista, de Tran Ahn Hung (Vietnã), Hana-Bi, de Takeshi Kitano (Japão), e Nenhum a Menos, de Zhang Yimou (China).

Outra possibilidade de especulação é sobre o desenho temático do festival. Alguns críticos têm notado que a seleção proposta por Barbera privilegia desvios de todas as espécies. Segundo esses observadores, há nos filmes deste ano toda a sorte de aberrações possíveis da conduta humana, como comportamento sexual fora da norma, adição a drogas, perversões variadas e violência associada à sexualidade. Nesse cardápio inclui-se uma cinebiografia do Marquês de Sade, filmada pelo francês Benoît Jacquot, prostituição infantil em Durian Durian, do chinês Fruit Chan, e Denti, de Gabriele Salvatores (o mesmo do premiado Mediterrâneo), cujo protagonista enfrenta nada menos que uma sucessão de dentistas sádicos.

O Brasil não concorre ao Leão de Ouro. Mas tem pelo menos o consolo de abrir, de fato, a mostra veneziana. O radical documentário de Paulo Caldas e Marcelo Luna, O Rap do Pequeno Príncipe contra as Almas Sebosas, será o primeiro entre os 164 filmes do programa oficial a ser exibido no Festival de Veneza. Hoje, às 15 horas, na Sala Volpi, antes mesmo da abertura oficial, que ocorre à noite com Clint Eastwood, os italianos e jornalistas do mundo todo poderão sentir na pele a crueza ritmada desse rap da periferia brasileira. (Luiz Zanin Oricchio, AE)


30.08.2000

O caubói vai vestir gala. Convidado de honra da 57ª edição do Festival de Veneza, o ator e diretor americano Clint Eastwood recebe hoje, na abertura oficial do evento, o seu Leão de Ouro honorário, prêmio que já foi entregue a cineastas do porte de Martin Scorsese e Steven Spielberg. Além do troféu e dos beijinhos de congratulações da conterrânea Sharon Stone, hostess da cerimônia, Eastwood ganhou a honra de dar início à maratona de filmes com a projeção hors concours de seu novo filme, Caubóis do espaço (estréia no Brasil dia 27 de outubro) . A festa é essencialmente americana. Logo num ano em que a imprensa se queixa da pouca representatividade de Hollywood na programação do festival.

O Brasil conseguiu cavar uma vaga numa mostra paralela conhecida como Novos Territórios, com o filme O rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas, de Paulo Caldas e Marcelo Luna. Também se fala português em Palavra e utopia, de Manoel de Oliveira, co-produção estrelada pelo brasileiro Lima Duarte, em plena competição oficial. A lista de filmes que concorre ao Leão de Ouro, aliás, está cheia de títulos de origens híbridas, repetindo um fenômeno já constado no Festival de Cannes, em maio. Liam, o novo filme de Stephen Frears, e uma co-produção com a Alemanha. O espanhol Javier Bardem, o americano Johnny Depp e o diretor argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, aqui como ator, dividem a cena de Before the night falls, do americano Julian Schnabel.

"Vivemos um tempo de intensa globalização e as fronteiras do cinema estão cada vez mais curtas", diagnosticou Alberto Berbara, diretor do festival. Veneza reflete este cadinho cinematográfico com filmes vindos de várias partes do globo. Freedom, de Sharunas Bartas, é uma produção dividida entre a França, Portugal e Lituânia. The man who cried, de Sally Porter (Orlando), tem dinheiro britânico e francês. Os asiáticos, em alta este ano, trazem Liulian piao piao, de Fruit Chan (união de forcas entre Hong Kong e França), e Seon, de Ki-du-kim, um raro filme da Coréia do Sul.

Os americanos estão reclamando de boca cheia. Na verdade, marcam presença dentro e fora da competição oficial. Além do filme de Schnabel, que causou sensação anos atrás com Basquiat, a safra independente ianque também disputa os Leões com Mr T and the women, de Robert Altman, um dos patriarcas do estilo produção de baixo orçamento e grande criatividade.

Garantindo um mínimo de glamour hollywoodiano, desfilam na mostra paralela Dreams and Visions as superproduções A cela, de Tarsem, ficção científica estrelado por Jennifer Lopez, que com apenas duas semanas em cartaz nos EUA, já faturou U$ 33,7 milhões; U-571 - A batalha do Atlântico, de Jonathan Mostow, aventura submarina ambientada durante a Segunda Guerra capitaneada por Matthew McConaughey e Jon Bon Jovi, e Revelação, de Robert Zemmekis, thriller paranormal com os astros Harrison Ford e Michelle Pfeiffer, que estréia no Brasil dia 7.

Ainda fora de concurso, Veneza vai ver os novos filmes de Woody Allen (Small time crooks, com Hugh Grant), presença que já é quase uma tradição no festival, Claude Chabrol (Merci pour le chocolat), Martin Scorsese (Il doce cinema, documentário sobre o cinema italiano), Takeshi Kitano (Brother, o primeiro filme americano do ator e diretor japonês), e Fernando Trueba (Calle 54).

Filmes que podem dar o que falar: Sade, do francês Benoit Jacquot, com óbvias interpretações sexuais, e Plata quemada, do argentino Eduardo Noriega, thriller policial inspirado nas atividades de um par de assaltantes homossexuais, uma especie de Uma rajada de balas gay. Ambos estão na visionária mostra Dreams and Visions. O festival termina dia 9 com a exibição de Vengo, do espanhol Tony Gatlif. (CARLOS HELÍ DE ALMEIDA, AJB)


 30.08.2000

Novos filmes de Allen e de Takeshi Kitano serão exibidos, além de documentário de Scorsese

Evento aposta em nomes fortes e atrações paralelas

Tudo parecia ter ido em maio para Cannes, mas Alberto Barbera, em seu segundo ano à frente do evento, surpreende com um programa variado. Veneza-2000 combina nomes fortes, muitas apostas e agilidade estrutural para se adaptar aos novos tempos.

O cinema vive um momento de transição, sob impacto dos progressos tecnológicos do sistema digital e da informática. Mantendo a tradição, mais uma vez a mostra no Lido italiano vai além de seus companheiros no ranking dos grandes festivais (Cannes e Berlim) na abertura de sua seleção para os novos formatos.

O festival descentralizou suas atrações, dispersando o foco entre as várias mostras e evitando a excessiva concentração de atenções em torno da disputa pelo Leão de Ouro. Não que a lista de concorrentes decepcione. Parece difícil reclamar de uma competição que conte com inéditos de Robert Altman (já vitorioso aqui, com "Short Cuts"), Stephen Frears, Manoel de Oliveira, Sally Potter, Raoul Ruiz e Barbet Schroeder.

O júri presidido por Milos Forman ("Um Estranho no Ninho") fará suas escolhas numa lista de 20 filmes, 12 dos quais europeus. A França participa de sete das produções, sendo apenas duas exclusivamente suas. Sob esse critério, a Itália domina a disputa, com quatro títulos, ainda que Gabriele Salvatores (apesar do Oscar para "Mediterrâneo"), Carlo Mazzacurati, Marco Tullio Giordana e, especialmente, Guido Chiesa sejam cineastas de prestígio local.

A dispersão dos títulos fortes já se faz sentir nas seis produções com status de hors-concours. Como tem sido tradição, Veneza vai assistir ao lançamento, desta vez apenas europeu, do novo filme de Woody Allen: uma volta à comédia anárquica, "Small Time Crooks". Allen manda o neo-solteiro Hugh Grant para representá-lo, mas Martin Scorsese revisita o Lido para lançar finalmente a versão completa de "Il Dolce Cinema", seu documentário sobre a história do cinema italiano.

Takeshi Kitano promove a estréia de "Brother" (Irmão), sua primeira co-produção com os EUA. "Merci pour le Chocolat" (Grato pelo Chocolate) traz de volta ao Lido mais uma parceria entre Claude Chabrol e sua musa Isabelle Huppert. Fechando a lista especial fora de concurso, Gus van Sant desembarca em Veneza com meia hora de seu novo filme, "Jokes: Chapter 1 - Easter" (Piadas: Capítulo 1 - Páscoa). O festival se encerra em 9 de setembro com o musical "Tengo", de Tony Gatlif. (AMIR LABAKI, AF)


A competição

Dr. T and the women (EUA), de Robert Altman
Freedom (França/Portugal/Lituânia), de Sharunas Bartas.
Selon Matthieu (França), de Xavier Beauvois.
Liulian Piao Piao (Durian Durian) (Hong Kong/China/França), de Fruit Chan.
Il partigiano Johnny (Itália), de Guido Chiesa.
Uttara (The wrestlers) (Índia), de Buddhadeb Dasgupta.
Liam (Inglaterra), de Stephen Frears.
I cento passi (Itália), de Marco Tullio Giordana.
Platform (Hong Kong/China/Japão), de Zhang-ke Jia.
Seom (The Isle) (Coréia do Sul), de Ki-duk Kim.
The Goddess of 1967 (Austrália), de Clara Law.
La lingua del santo (Itália), de Carlo Mazzacurati.
Palavra e utopia (Portugal/França/Brasil/Espanha), de Manoel de Oliveira
Dayereh (The Circle) (Irã), de Jafar Panahi.
The man who cried (Inglaterra), de Sally Potter.
O fantasma (Portugal), de João Pedro Rodrigues.
Fils de deux mères ou comèdie de l’innocence
(França), de Raoul Ruiz.
Denti (Itália), de Gabriele Salvatores.
Before night falls (EUA), de Julian Schnabel.
La vierge des tueurs (França/Colombia), de Barbet Schroeder.

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