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Roma - Uma disputa
diplomática de 63 anos entre a Itália e sua ex-colônia Etiópia sobre um obelisco
roubado está perto de chegar ao fim.
O monumento de 23 m de altura deverá voltar ao país de origem, mas a
decisão oficial de Roma sai na segunda-feira.
O obelisco foi roubado da cidade sagrada de Axum pelo ditador Benito
Mussolini em 1937, quando as tropas italianas ocuparam a Abissínia, e empacotado em três
pedaços para ser levado a Roma.
A peça fica hoje em uma área central da cidade, na Piazza di Porta Capena,
A Etiópia pede o obelisco de volta desde 1945, mas a Itália sempre negou.
Em 1997, o governo chegou a prometer o retorno da peça, mas voltou atrás, usando a
guerra de fronteira contra a Eritréia como razão.
Funcionários do governo informaram que Giorgio Croci, um dos mais renomados
professores de engenharia e arqueologia da Itália, terminou um estudo sobre como proceder
com o transporte do obelisco. O resultado será apresentado ao ministro do Exterior
italiano na segunda-feira (8).
O mais provável é que o cientista recomende um processo semelhante ao usado
anteriormente, separando o monumento em três pedaços.
A maior complicação para o retorno do obelisco, no entanto, é o custo do
projeto, que certamente ultrapassará o limite de 200 mil euros (US$ 190 mil).
Pela lei italiana, a decisão sobre qualquer projeto de obra acima desse
valor tem de ser submetida à União Européia. (Folha Online)
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