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Roma - Uma média de dez pessoas se suicidam por dia na
Itália, informou o ministro da Saúde, Umberto Veronesi, durante a primeira conferência
nacional sobre saúde mental que se celebra em Roma.
Durante a conferência, que vai se encerrar na sexta-feira (12), o ministro
divulgou números sobre o estado de saúde mental dos italianos e em particular das
italianas, que ao que parece são as mais afetadas.
Mais de 10 milhões de italianos, sobre uma população de 57 milhões de
habitantes, dos quais 7 milhões são mulheres, sofrem de problemas psiquiátricos, que
vão desde o estresse até problemas psicossomáticos, passando por dificuldades para
dormir, assegurou Veronesi.
Em 1999, 3.000 pessoas se suicidaram e 3.400 tentaram por fim as suas vidas,
detalhou o ministro, médico conhecido, que acrescentou ainda que as pessoas de idade
figuram na lista dos mais afetados.
Os reembolsos efetuados pela Seguridade Social em virtude dos remédios para
combater as doenças psíquicas (antidepressivos, contra a ansiedade, etc.) atingiram no
ano passado 1 trilhão de liras (aproximadamente US$ 500 milhões), afirmou.
As associações especializadas declararam que se sentem
"abandonadas", solicitaram "estruturas especializadas" e criticaram os
"prejuízos da sociedade italiana" diante das pessoas com problemas mentais.
"Devemos entender e não temer os problemas de saúde mental",
declarou o presidente da Federação de Associações de Saúde Mental, Ernesto Muggia,
que solicitou mais informações e prevenção.
A Itália foi o primeiro país do mundo a fechar os manicômios, há 22 anos,
e desde então tenta aplicar terapias alternativas e inovadoras envolvendo a família e
estruturas médicas especializadas divididas por bairros para fazer frente ao problema.
(Folha Online)
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