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Ministras holandesas prometem dar palmadas em italianos

30/01/2001

 

 

   As ministras do governo holandês decidiram que ao encontrar com colegas italianos do sexo masculino lhes darão um tapa nas nádegas como protesto pela decisão do Tribunal de Justiça da Itália sobre um caso de assédio sexual. "Decidimos com nossas colegas mulheres do governo dar uma palmada no traseiro de nossos colegas italianos do sexo masculino quando os encontrarmos", declarou a secretária de Estado de Saúde e Esportes da Holanda, Margo Vliegnhart, citada nesta segunda-feira pelo jornal Telegraaf.

   Desta forma, Vliegenhart e outras ministras holandesas imaginam protestar de maneira lúdica contra a decisão do tribunal italiano que na semana passada avaliou que os homens que dão palmadas nas nádegas de suas colegas não podem ser acusados de obscenidade.

   O Ministério da Saúde e dos Esportes lembrou nesta segunda-feira que Vliegenhart fez esta declaração ao responder de maneira lúdica a um jornalista mostrando o bom ambiente de trabalho que existe no governo holandês. (Terra)

Supremo da Itália absolve homem de assédio por tapa nas nádegas

   Um tapa nas nádegas não é assédio sexual, desde que seja um fato "isolado" e "impulsivo", segundo decisão da Suprema Corte italiana.

   O caso diz respeito ao gerente de um órgão da saúde pública no norte da Itália acusado por uma de suas funcionárias. A queixosa afirmou que seu chefe ameaçou prejudicar sua carreira se denunciasse o incidente, ocorrido em 1994.

   "A verdade é que a mulher tinha esperança de subir na carreira, o que eu não favorecia", disse o homem, cujo identidade não foi revelada. Ele afirmou ainda que o tapa tinha sido sua "pequena vingança".

   Um tribunal inferior considerou o homem culpado e o condenou a um ano e meio de prisão e a pagar multa equivalente a US$ 3.800, mas a sentença foi revogada. A Suprema Corte italiana confirmou ontem essa decisão.

   O tribunal declarou que não vira qualquer prova de que o acusado tivesse cometido intencionalmente um "ato libidinoso" e acrescentou que parecia ter sido uma ação "isolada" e "impulsiva".

   "Depois de tudo que passei e sofri, talvez devesse aconselhar a outras mulheres que não recorram aos tribunais", disse a queixosa, não identificada, a um jornal. (da AP
em Roma)

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