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As ministras do governo holandês decidiram que ao encontrar com colegas
italianos do sexo masculino lhes darão um tapa nas nádegas como protesto pela decisão
do Tribunal de Justiça da Itália sobre um caso de assédio sexual. "Decidimos com
nossas colegas mulheres do governo dar uma palmada no traseiro de nossos colegas italianos
do sexo masculino quando os encontrarmos", declarou a secretária de Estado de Saúde
e Esportes da Holanda, Margo Vliegnhart, citada nesta segunda-feira pelo jornal Telegraaf.
Desta forma, Vliegenhart e outras ministras holandesas imaginam protestar de
maneira lúdica contra a decisão do tribunal italiano que na semana passada avaliou que
os homens que dão palmadas nas nádegas de suas colegas não podem ser acusados de
obscenidade.
O Ministério da Saúde e dos Esportes lembrou nesta segunda-feira que
Vliegenhart fez esta declaração ao responder de maneira lúdica a um jornalista
mostrando o bom ambiente de trabalho que existe no governo holandês. (Terra)
Supremo da Itália absolve homem de assédio por tapa nas nádegas
Um tapa nas nádegas não é assédio sexual, desde
que seja um fato "isolado" e "impulsivo", segundo decisão da Suprema
Corte italiana.
O caso diz respeito ao gerente de um órgão da saúde pública no norte da
Itália acusado por uma de suas funcionárias. A queixosa afirmou que seu chefe ameaçou
prejudicar sua carreira se denunciasse o incidente, ocorrido em 1994.
"A verdade é que a mulher tinha esperança de subir na carreira, o que
eu não favorecia", disse o homem, cujo identidade não foi revelada. Ele afirmou
ainda que o tapa tinha sido sua "pequena vingança".
Um tribunal inferior considerou o homem culpado e o condenou a um ano e meio
de prisão e a pagar multa equivalente a US$ 3.800, mas a sentença foi revogada. A
Suprema Corte italiana confirmou ontem essa decisão.
O tribunal declarou que não vira qualquer prova de que o acusado tivesse
cometido intencionalmente um "ato libidinoso" e acrescentou que parecia ter sido
uma ação "isolada" e "impulsiva".
"Depois de tudo que passei e sofri, talvez devesse aconselhar a outras
mulheres que não recorram aos tribunais", disse a queixosa, não identificada, a um
jornal. (da AP
em Roma) |
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