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da Reuters, em Roma
Depois de três anos de restauração, a Itália reabriu uma casa do século
3, que representa uma oportunidade de observar como a classe média romana vivia.
A "Case Romane Al Celio", um complexo de 20 cômodos com salas
enfeitadas por afrescos e pátios repletos de fontes, foi descoberta em 1887 sob a
Basílica de São João e São Paulo, mas teve de ser fechada quando um dos cômodos ruiu
e o mofo começou a destruir os afrescos.
"A reabertura do local vai permitir que os visitantes vejam outro lado
da história romana", disse Elio Paparatti, restaurador chefe da cidade, na
inauguração.
"Como o Coliseu, a maior parte das ruínas que encontramos são
monumentos imperiais ou palácios. Esta é uma residência que mostra como uma classe
social diferente vivia", disse ele.
A "Case Romane" é tida como o local em que São João e São
Paulo, oficiais do Exército que foram martirizados sob a ordem do imperador Juliano, o
Apóstata, em 363, morreram e foram enterrados. A basílica foi construída no local por
essa razão.
A casa tem pinturas rústicas em vermelho e amarelo nas paredes, com cupidos,
jovens nus, aves, cabritos e cenas mitológicas. No "nymphaeum", um pátio
interno com fontes, um afresco retrata a deusa grega Perséfone cercada por cupidos em
barcos num mar verde acinzentado.
A casa foi construída originalmente como três domicílios distintos, e
reformada sucessivamente até virar apenas um, no século 4, quando os afrescos foram
pintados.
A estrutura em tijolo de três andares tem salas sem janelas com tetos em
arco. As poucas janelas são pequenas, para evitar o frio do inverno romano e o calor
intenso do verão. (© Folha Online) |