Em sua terceira empreitada para
atrair o comércio brasileiro ao charme do calçado Made in Italy, a Anci (Associação
Nacional dos Calçadistas Italianos), com apoio do ICE (Instituto Italiano para o
Comércio Exterior), trouxe para o circuito off da Couromoda doze nomes, a maioria ainda
desconhecida do consumidor brasileiro. Promoveu, com eles, desfile na Galeria Prestes
Maia, na noite de quarta-feira, e workshops no Hotel Sheraton Mofarrej por dois dias.
Alguns, como as marcas de feminino Colette e Mario Valentino, conhecidas
no mercado internacional pelo apuro do design, já participam da investida tricolor em
solo verde e amarelo desde o início.
Provenientes da Campania, província de Nápoli, as outras dez estão
pisando por aqui pela primeira vez. Diferentemente das duas que apostam há mais tempo, os
napolitanos trouxeram calçados com preços mais baixos, tanto no masculino quanto no
feminino, mais condizente com o bolso do consumidor brasileiro.
No entanto, ainda ficam na faixa de R$ 250 a R$ 500, enquanto o sapato de
nível top produzido no mercado nacional fica em torno de R$ 300. Mas a qualidade, design,
conforto e durabilidade dos calçados Made in Italy são inegáveis, responsáveis pela
Itália ter se tornado líder na produção de calçados de luxo no mundo.
Com os preços mais acessíveis do grupo, a Ganzo apresentou uma linha de
sabôs e mocassins femininos de tecido e couro a partir de U$ 35 (preço fábrica).
Benigno, de sapatos masculinos costurados à mão, mostrou uma linha com bicos mais
afilados de couro tratado à base de cromo e vegetal.
Erremoda, de Roberto Falleri, tem sapatos femininos a partir de US$ 40
(preço fábrica), com saltos forrados de couro, e uma linha de sandálias, a mais moderna
da seleção peninsular, com a novidade do salto em cima do solado.
Conhecida por suas bolsas que acompanham os calçados, Romanelli também
trouxe a linha de bolsas Noa, de US$ 20 a US$ 40 (preço fábrica). Como as outras, De
Cristofaro aposta no marinho e gamas de azuis até o jeans no masculino. Outra que aposta
nos azuis é a marca de feminino Dei Mille.
Fundada em 1875, a Fratelli Ferrante tem vária linhas masculinas, entre
elas a Yacht, com topsiders, e a linha cerimônia de sapatos de casamento.
Aberta a joint-ventures com calçadistas nacionais, a Ciro Schiano, de
masculino, aposta no crocodilo com solado flexível e no sapatênis. Na linha feminina, o
luxo ficou por conta das sandálias com cristais. CYNTHIA GARCIA