MILÃO
(Reuters) - A cidade de Veneza revelou a criação de um "cartão inteligente"
para controlar o fluxo dos 12 milhões de turistas que visitam o local todos os anos.
O "Venice Card" tem dois objetivos: fazer com que os visitantes
passem mais tempo na cidade e distribuir melhor o número de turistas no decorrer do ano,
evitando congestionamentos na alta temporada.
O cartão, que pode ser adquirido via Internet ou por telefone, irá oferecer
descontos em museus e transporte público. Os organizadores esperam que isso encoraje os
turistas a ficar mais do que um dia em Veneza -- prática comum da maioria dos visitantes.
No ato da reserva do cartão, o usuário será informado sobre o número de
turistas que estarão em Veneza na época de sua visita, na tentativa de fazê-lo mudar
sua reverva para um período de menor lotação.
O "cartão laranja", o mais caro, custa 50 dólares e dá acesso a
museus, transporte -- incluindo a saída do aeroporto -- e banheiros públicos.
Veneza
vai limitar prostituição a áreas específicas
A prefeitura de Veneza pretende
restringir a ação de prostitutas a bairros periféricos ao centro histórico da cidade,
segundo um projeto apresentado à imprensa. Depois do debate iniciado pelo
primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que sugeriu a abertura de bórdeis para
retirar as profissionais do sexo das ruas, já que na Itália a prostituição é
permitida, as autoridades de Veneza decidiram estabelecer áreas específicas protegidas
por policiais e com uma infra-estrutura para dar total apoio às mulheres.
Uma das iniciativas da administração da cidade é criar centros de
informação e saúde para as prostitutas, além de oferecer orientação para
resgatá-las das redes de prostituição. Em troca a prefeitura espera que as mulheres
respeitem as normas de saúde e a ordem pública.
Veneza, um dos três principais destinos turísticos da Itália, pretende
resolver de forma original o problema apontado pelo primeiro-ministro italiano, ao dizer
que sentiria vergonha se tivesse que caminhar com suas filhas por ruas frequentadas por
prostitutas.
Mais de 50 mil pessoas se
prostituem na Itália. A maioria delas entraram no país clandestinamente procedentes
principlamente da África e do leste europeu.