|
Por Mike Collett-White
LONDRES (Reuters) - Luciano Pavarotti, o mais famoso tenor do mundo, pode
nunca mais cantar outra ópera em Londres depois que sua temporada no teatro Covent Garden
terminar esta semana.
Sua porta-voz disse à Reuters que a "Tosca", de Puccini,
provavelmente marcará sua despedida do teatro que ele considera como um lar espiritual.
Foi na Royal Opera House, em 1963, que o italiano teve seu primeiro grande
sucesso internacional, quando substituiu o tenor Giuseppe di Stefano, que ficara doente,
cantando a parte de Rodolfo em "La Bohème", de Puccini.
Pavarotti, de 66 anos, retornou a Londres este mês para uma temporada de
quatro noites e se negou a confirmar as especulações de que essa poderia ser a última
vez que ele se apresenta na capital inglesa.
Mas o cansaço físico que acompanha as apresentações -a primeira das quais
aconteceu um dia após a morte de sua mãe, na Itália- está pesando sobre o robusto
superastro ao qual é atribuída a proeza de popularizar a ópera junto ao grande
público.
"Há um limite ao número de compromissos profissionais que ele pode
assumir, e há muitos teatros de ópera internacionais em negociações com ele neste
momento", disse a porta-voz de Pavarotti, em Londres. "Eu diria que isso torna
menos provável que ele ainda retorne a Covent Garden para cantar numa ópera. Um concerto
ou recital seria mais viável".
Os ingressos para a primeira noite de "Tosca" se esgotaram horas
depois de serem postos à venda, no início do mês, e consta que os ingressos vendidos
originalmente a 175 libras (250 dólares) estavam sendo oferecidos por até 3 mil libras.
Fãs da ópera passaram a noite fazendo fila para conseguir os preciosos 67
lugares reservados em cada apresentação em Covent Garden.
Pavarotti descreveu a apresentação emocionada, que dedicou à sua mãe,
como "extremamente difícil", e disse à Reuters, em entrevista concedida por
email, que se manteve em contato constante com seu pai durante toda a noite, telefonando
para ele nos intervalos entre cada ato. (©
UOL Música)
| Ópera
"Traviata" abre teatro que abrigará Scala de Milão da Folha de S.Paulo
Com a ópera "La Traviata", de Giuseppe Verdi, sob a regência do
maestro italiano Riccardo Mutti, foi inaugurado no último sábado o teatro Arcimboldi,
recinto que abrigará o Scala de Milão, durante os próximos três anos.
Nesse período, o prestigiado teatro lírico italiano passará por restauro.
O novo teatro foi construído na periferia de Milão, no bairro Bicocca, em
27 meses, com capacidade para 2.400 pessoas, a um custo de 44 milhões de euros. O Scala
fechou suas portas em 31 de dezembro passado.(© Folha Online)
|
|