ROMA - A construção da maior ponte suspensa do
mundo, entre a Itália continental e a Sicília, deve seguir adiante, depois de receber a
aprovação do governo terça-feira. O consórcio responsável pela construção disse que
os trabalhos devem começar em 2004 a um custo de 4,5 bilhões de euros, e devem levar
cerca de seis anos para terminar.
O projeto é parte de uma manobra do
primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, para implementar melhoras prometidas há
tempos nas conexões de rodovias e ferrovias. No entanto, os críticos insistem que a
ponte sobre o Estreito de Messina é uma "catedral no deserto" - o equivalente
italiano de "elefante branco". A oposição de centro-esquerda acusou o governo
de centro-direita de investir em projetos faraônicos para criar uma cortina de fumaça
para seus problemas com a Justiça por conta de suposta corrupção.
A oposição disse também que o governo, que
está lutando contra um grande déficit público, não conseguiria pagar por esses
projetos e estaria planejando vender propriedades do Estado e obras de arte para pagar por
eles. Um porta-voz do comitê que está supervisionando o projeto insistiu que ela seria
financiada em grande parte por investimentos privados e se pagaria em 30 anos.
O projeto prevê uma ponte de 3,3 quilômetros
de extensão suspensa 65 metros sobre as turbulentas águas do estreito. (The Times)
(© O Estado de S. Paulo)
Para saber mais, visite o site Stretto di
Messina |