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da Reuters, em Turim
Michael Schumacher fez uma reverência ao lado de italianos de todas as
classes sociais hoje, quando uma multidão reuniu-se para prestar a última homenagem a
Giovanni Agnelli, presidente da Fiat e considerado um dos maiores empresários da Itália.
Mesmo com a aparente decadência de seu império, o homem que nunca ficou
longe dos holofotes recebeu honras geralmente reservadas a chefes de Estado em sua morte.
Operários da Fiat, executivos, astros do esporte e líderes de sindicatos
deslocaram-se até o centro de Turim em sinal de luto ao homem cujo império estendia-se
dos carros à energia, incluindo os vinhos Chateaux Margaux e a Ferrari da Fórmula 1.
Milhares de pessoas passaram em frente ao caixão, colocado na primeira
fábrica da Fiat, em Lingotto, no coração da cidade, onde bandeiras tremulavam a
meio-mastro tendo como cenário os picos nevados dos Alpes.
Logotipos da Fiat disputavam espaço com faixas do Juventus, seu time de
futebol preferido, sinalizando que ele era lembrado tanto por sua paixão por esportes,
obras de arte e mulheres bonitas quanto por seu sucesso nos negócios.
A polícia informou que, se fosse necessário, a fábrica ficaria aberta
durante toda a noite.
Amanhã, uma missa acontecerá na catedral de Turim, seguida pelo enterro
reservado à família.
A família de Agnelli cumprimentou as pessoas que vieram homenagear o
patriarca, incluindo o corredor alemão Michael Schumacher, o chefe da Ferrari Luca di
Montezemolo e todo o time de futebol do Juventus.
O irmão mais novo de Agnelli, Umberto, que deve ficar à frente do império,
estava ao lado de seu neto, John Elkann, a esperança a longo prazo para a Fiat, que foi
fundada pelo avô de Agnelli em 1899.
Entre as inúmeras notícias a respeito da perda, havia o questionamento a
respeito de quanto tempo a Fiat conseguirá sobreviver sem o comando de Agnelli, já que
Umberto não parece demonstrar preferência particular por carros.
(© Folha de S. Paulo)
Veja
o especial do jornal Estado de S. Paulo sobre a morte de Agnelli
| AGNELLI: PIU' DI 100 MILA ALLA CAMERA ARDENTE |
| TORINO - Sono piu' di 100.000 le persone che da questa mattina hanno
dato l'ultimo saluto all'Avvocato Agnelli, nella camera ardente allestita al Lingotto. Un
flusso continuo di gente dalle 9 ha sfilato ininterrottamente davanti alla bara. La coda
e' ancora lunga e per consentire a tutti di poter entrare la camera ardente rimarra'
aperta anche durante la notte.
Per entrare ci sono
tre ore e mezzo di coda: tutta la pista del Lingotto, dall'uscita degli ascensori
all'imbocco della Pinacoteca, e' un'unica fila compatta di persone che vogliono dare
l'ultimo saluto a Gianni Agnelli. Intanto, per la cerimonia di domani, si stanno
predisponendo misure di sicurezza intorno al Duomo e sara' modificata la viabilita' della
zona. Alla salma hanno reso omaggio, tra gli altri, Umberto Agnelli, il presidente della
Fiat Paolo Fresco, Giulio Boschetti, Franzo Grande Stevens e Alessandro Barberis stanno
vegliando la salma, vicini alla famiglia Agnelli che si trova seduta a lato della bara.
Al Lingotto,
Montezemolo, Jean Todt e Schumacher insieme a tutto lo staff della Juventus.
Intanto, la folla
di torinesi continua a crescere, e molti operai firmano i libri per registrare le
presenze. In tutta la citta' sono state esposte bandiere a mezz'asta e domani il gonfalone
sara' presente ai funerali in cattedrale. Ciampi: 'lascia un grande vuoto nella scena
italiana'. Berlusconi: 'e' stato un protagonista di mezzo secolo di vita italiana'. La
notizia della morte rilanciata dai media di tutto il mondo.
(© Ansa)
SPECIALE
ANSA:
L'AVVOCATO CHE HA SEGNATO LA STORIA D'ITALIA
AGNELLI E LA CONFINDUSTRIA
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IL SUO AMORE PER LA JUVE
LA DINASTY FAMILIARE
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11 ANNI DA SENATORE: SEMPRE 'BIPARTISAN'
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