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ROMA - A casa em Roma onde morou o
diretor de cinema e escritor italiano Pier Paolo Pasolini, entre 1951 e 1953, no bairro
Ponte Mammolo, reabre as suas portas este fim de semana transformada em centro de poesia
popular. A construção vai servir ainda como cenário para duas produções
cinematográficas.
A casa do cineasta foi
adquirida pela prefeitura da capital italiana por cerca de US$ 124 mil e será aberta ao
público em uma homenagem ao diretor de Desajuste social (1961), Os contos de
Canterbury (1972) e Decameron (1970), assassinado em 1975, aos 53 anos, na
Praia de Ostia, próximo à região do Latium, na Itália.
A casa, de 70 metros
quadrados, conserva a mesma estrutura da época em que Pasolini viveu nela, com 30 anos,
antes de se mudar para Monteverde, outro bairro de Roma. Nos anos 50, Pasolini não tinha
descoberto apenas a magia do cinema, mas sentia uma especial inclinação pela literatura,
especialmente pela poesia, da qual se ocupava com a compilação de antologias populares.
No Brasil foram publicados diversos livros do mestre italiano, entre eles Amado meu,
editado nos anos 80 pela Brasiliense, esgotado no mercado.
Quando Pasolini viveu nos
arredores de Roma, sem exercer ainda a atividade cinematográfica, ele sobrevivia graças
a seu salário de professor de uma escola particular em Ciampino, cidade perto da capital.
Sua casa era reduto de freqüentes reuniões de poetas.
Desta paixão nasceu a idéia
de criar na casa um centro de poesia popular contemporânea, onde se espera que os jovens
autores estimulem iniciativas e façam leituras públicas.
Além disso, o local vai
servir de cenário para dois filmes, um deles, Il curvo corsaro, será rodado sob a
direção de duas jovens promessas do cinema italiano, Luca Alzani e Andrea D'Ambrosio. A
casa também vai ambientar um documentário sobre o bairro onde se encontra. Com
agência EFE
(© JB Online)
| Rímini vai ganhar museu
sobre Fellini |

O grande mestre do cinema
italiano Frederico Fellini, falecido em 1993, ganhará um museu em Rímini, sua cidade
natal, localizada ao norte da Itália. O anúncio foi feito há poucas semanas pela
fundação que leva o seu nome, e que está encarregada de preservar sua memória. O
acervo reunirá fotografias, documentos, correspondências, filmes e objetos pessoais do
célebre diretor.
Na nota divulgada, a fundação esclarece que as obras para a criação do
museu já foram iniciadas e a inauguração deverá acontecer antes do fim do ano.
A biblioteca pessoal do cineasta será transferida para a cidade de Rímini,
assim como seus desenhos e caricaturas, as diversas seqüências filmadas e não
aproveitadas em seus filmes, vários ensaios e dezenas de entrevistas.
Autor de filmes como La dolce vita, Oito e meio,
Satyricon, Casanova, Amarcord, Julieta dos
espíritos e E la nave va, Frederico Fellini nasceu em 20 de janeiro de
1920, dedicou-se à caricatura e ao jornalismo satírico na juventude, ganhou por cinco
vezes o Oscar e morreu em 31 de outubro de 1993, em Roma.
(© O Globo On Line) |
Saiba mais sobre Pier
Paolo Pasolini visitando o site "Pasolini - Pagine corsare"
Saiba mais sobre Fellini visitando o site "Fondazione Federico Fellini"
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