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Poesia na casa de Pasolini

02/02/2003

Pier Paolo Pasolini

 

ROMA - A casa em Roma onde morou o diretor de cinema e escritor italiano Pier Paolo Pasolini, entre 1951 e 1953, no bairro Ponte Mammolo, reabre as suas portas este fim de semana transformada em centro de poesia popular. A construção vai servir ainda como cenário para duas produções cinematográficas.

   A casa do cineasta foi adquirida pela prefeitura da capital italiana por cerca de US$ 124 mil e será aberta ao público em uma homenagem ao diretor de Desajuste social (1961), Os contos de Canterbury (1972) e Decameron (1970), assassinado em 1975, aos 53 anos, na Praia de Ostia, próximo à região do Latium, na Itália.

   A casa, de 70 metros quadrados, conserva a mesma estrutura da época em que Pasolini viveu nela, com 30 anos, antes de se mudar para Monteverde, outro bairro de Roma. Nos anos 50, Pasolini não tinha descoberto apenas a magia do cinema, mas sentia uma especial inclinação pela literatura, especialmente pela poesia, da qual se ocupava com a compilação de antologias populares. No Brasil foram publicados diversos livros do mestre italiano, entre eles Amado meu, editado nos anos 80 pela Brasiliense, esgotado no mercado.

   Quando Pasolini viveu nos arredores de Roma, sem exercer ainda a atividade cinematográfica, ele sobrevivia graças a seu salário de professor de uma escola particular em Ciampino, cidade perto da capital. Sua casa era reduto de freqüentes reuniões de poetas.

   Desta paixão nasceu a idéia de criar na casa um centro de poesia popular contemporânea, onde se espera que os jovens autores estimulem iniciativas e façam leituras públicas.

   Além disso, o local vai servir de cenário para dois filmes, um deles, Il curvo corsaro, será rodado sob a direção de duas jovens promessas do cinema italiano, Luca Alzani e Andrea D'Ambrosio. A casa também vai ambientar um documentário sobre o bairro onde se encontra. Com agência EFE

(© JB Online)

Rímini vai ganhar museu sobre Fellini

  
Federico Fellini

   O grande mestre do cinema italiano Frederico Fellini, falecido em 1993, ganhará um museu em Rímini, sua cidade natal, localizada ao norte da Itália. O anúncio foi feito há poucas semanas pela fundação que leva o seu nome, e que está encarregada de preservar sua memória. O acervo reunirá fotografias, documentos, correspondências, filmes e objetos pessoais do célebre diretor.

   Na nota divulgada, a fundação esclarece que as obras para a criação do museu já foram iniciadas e a inauguração deverá acontecer antes do fim do ano.

   A biblioteca pessoal do cineasta será transferida para a cidade de Rímini, assim como seus desenhos e caricaturas, as diversas seqüências filmadas e não aproveitadas em seus filmes, vários ensaios e dezenas de entrevistas.

   Autor de filmes como “La dolce vita”, “Oito e meio”, “Satyricon”, “Casanova”, “Amarcord”, “Julieta dos espíritos” e “E la nave va”, Frederico Fellini nasceu em 20 de janeiro de 1920, dedicou-se à caricatura e ao jornalismo satírico na juventude, ganhou por cinco vezes o Oscar e morreu em 31 de outubro de 1993, em Roma.

(© O Globo On Line)

Saiba mais sobre Pier Paolo Pasolini visitando o site "Pasolini - Pagine corsare"
Saiba mais sobre Fellini visitando o site "Fondazione Federico Fellini"

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