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O Rio que desaparece, na visão de um fotógrafo italiano |
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10/02/2003
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Daniela Name
Algumas fotos mostram fantasmas, não humanos, mas arquitetônicos. Na
exposição O Rio que desaparece, no Instituto Italiano de Cultura, no Centro,
as imagens de Claudio Bruno Sakraischik apresentam um Rio não tão antigo assim
clicado entre os anos 1960 e 80 mas que já sumiu do mapa. Alguns prédios não
existem mais porque foram arrasados pela degradação ou pela especulação imobiliária.
Nascido em Udine, na Itália, em 1926, Sakraischik morreu em 1991, sem
conseguir ver todas as suas fotos reunidas numa exposição. As 44 imagens mostram
casarões de diferentes estilos, do barroco tardio ao neoclássico, passando pelas firulas
e pelos exageros do rococó.
Há prédios que qualquer carioca vai reconhecer como a fachada da
Fundição Progresso, na Lapa. Mas também há sobrados e casas geminadas de bairros como
o Centro e Botafogo que viraram poeira. O Rio que desaparece mostra que ruas
como a da Passagem e a General Góis Monteiro já foram muito, mas muito mais agradáveis.
O RIO QUE DESAPARECE Fotografias de Claudio Bruni Sakraischik.
Instituto Italiano de Cultura: Sala Itália. Av. Presidente Antônio Carlos 40, 4 andar,
Centro. Seg a qui, das 10h às 13h e das 15h às 17h30m. Sex, das 10h às 13h.
(© OGlobo On Line)
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