ROMA - A polícia italiana descobriu que a multinacional farmacêutica
GlaxoSmithKline dá comissões ilegais e presentes a milhares de médicos
italianos como prêmio por receitar seus produtos aos pacientes. A
operação policial foi coordenada pela Procuradoria de Veneza (norte) e
denunciou cerca de 3.000 médicos ao serviço de saúde pública e quarenta
empregados da rede comercial da multinacional.
De acordo com fontes
judiciais, os médicos que prestavam sua 'colaboração eram premiados com dinheiro
ou presentes de valor como computadores, além de viagens para lugares exóticos, como
Monte Carlo ou o Mar Vermelho, com a desculpa de participar de congressos profissionais. A
investigação começou na região do Veneto (cuja capital é Veneza) quando a Polícia
fiscal descobriu que na contabilidade da Glaxo figurava uma exagerada quantia destinada a
promoção, perto de 100 milhões de euros durante o biênio 2001-2002.
Nas conversas telefônicas e
nas mensagens eletrônicas interceptadas, os vendedores de Glaxo falavam dos lucros e do
aumento das vendas graças ao suborno dos médicos. Entre os médicos investigados figuram
os responsáveis de diversos hospitais espalhados pelo país, assim como chefes de seção
e os encarregados das compras de remédios.
Todo o sistema de comissões e
presentes estava controlado por um sistema informatizado, conhecido pela senha
Giove, na qual ficava registrado o rendimento de cada médico e
estabelecida a importância do prêmio, segundo explicou hoje o coronel da
Polícia fiscal, Giovanni Mainolfi. Agência EFE
(© JB Online)