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Polícia italiana diz que a Glaxo suborna médicos do país

14/02/2003

 

 

ROMA - A polícia italiana descobriu que a multinacional farmacêutica GlaxoSmithKline dá comissões ilegais e presentes a milhares de médicos italianos como prêmio por receitar seus produtos aos pacientes. A operação policial foi coordenada pela Procuradoria de Veneza (norte) e denunciou cerca de 3.000 médicos ao serviço de saúde pública e quarenta empregados da rede comercial da multinacional.

   De acordo com fontes judiciais, os médicos que prestavam sua 'colaboração’ eram premiados com dinheiro ou presentes de valor como computadores, além de viagens para lugares exóticos, como Monte Carlo ou o Mar Vermelho, com a desculpa de participar de congressos profissionais. A investigação começou na região do Veneto (cuja capital é Veneza) quando a Polícia fiscal descobriu que na contabilidade da Glaxo figurava uma exagerada quantia destinada a promoção, perto de 100 milhões de euros durante o biênio 2001-2002.

   Nas conversas telefônicas e nas mensagens eletrônicas interceptadas, os vendedores de Glaxo falavam dos lucros e do aumento das vendas graças ao suborno dos médicos. Entre os médicos investigados figuram os responsáveis de diversos hospitais espalhados pelo país, assim como chefes de seção e os encarregados das compras de remédios.

   Todo o sistema de comissões e presentes estava controlado por um sistema informatizado, conhecido pela senha ‘Giove’, na qual ficava registrado o ‘rendimento’ de cada médico e estabelecida a importância do ‘prêmio’, segundo explicou hoje o coronel da Polícia fiscal, Giovanni Mainolfi. Agência EFE

(© JB Online)

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