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Promotores realizaram reunião com o chefe
da Polícia Civil
O chefe de Polícia Civil do Rio, delegado
Álvaro Lins, recebeu uma delegação de procuradores italianos que combateram a máfia
naquele país. O grupo, liderado pelo cônsul-geral italiano Francesco Mariano, iniciou
entendimentos sobre uma possível cooperação entre o Brasil e Itália no combate ao
tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
Também estiveram na reunião
os procuradores da República de Palermo Pietro Grasso e Sérgio Lari, ambos da Direção
Nacional Anti-Máfia. Segundo a assessoria do governo do Estado, o encontro resultou em
troca de informações e conhecimentos técnicos. Mesmo sem nenhum acordo assinado para a
realização de ações conjuntas, Álvaro Lins classificou a conversa como ''o início de
um acordo de cooperação entre as polícias brasileira e italiana''.
Segundo a delegação
italiana, a maior dificuldade no combate aos crimes da máfia é a existência de países
com estrutura econômica permissiva às aplicações financeiras de dinheiro proveniente
de atividades ilícitas. De acordo com Pietro Grasso, o fato de os seqüestros na Itália
terem chegado ao índice zero deve-se à legislação italiana, que autoriza a polícia a
bloquear chamadas telefônicas sem burocracia. Tão logo um seqüestro é previsto, o
governo italiano tem poder para bloquear temporariamente os bens de toda a família,
impossibilitando o pagamento de resgate aos criminosos.
Outra estratégia do país
europeu é o endurecimento das penas para os crimes violentos. Na Itália, existe prisão
perpétua prevista e não há diminuição na pena imposta.
Em outubro passado, o Estado
já havia tentado ajuda americana para combater o tráfico de drogas. O então secretário
de Segurança Pública, Roberto Aguiar, encontrou-se com o cônsul-geral dos Estados
Unidos, S. Mark Boulware, para discutir a extradição de Fernandinho Beira-Mar
para os Estados Unidos, onde o traficante é acusado de mandar cocaína para aquele país
quando estava sob a guarda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na
selva colombiana.
As recentes informações de
que as Farc teriam uma base perto do presídio Bangu 1 ainda está sendo investigadas.
Segundo a Polícia Civil, até ontem não havia novidades sobre a presença de
guerrilheiros colombianos no Rio.
(© JB Online)
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