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Italianos revelam como derrotaram a máfia

02/03/2003

 


 

Promotores realizaram reunião com o chefe da Polícia Civil

   O chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, recebeu uma delegação de procuradores italianos que combateram a máfia naquele país. O grupo, liderado pelo cônsul-geral italiano Francesco Mariano, iniciou entendimentos sobre uma possível cooperação entre o Brasil e Itália no combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

   Também estiveram na reunião os procuradores da República de Palermo Pietro Grasso e Sérgio Lari, ambos da Direção Nacional Anti-Máfia. Segundo a assessoria do governo do Estado, o encontro resultou em troca de informações e conhecimentos técnicos. Mesmo sem nenhum acordo assinado para a realização de ações conjuntas, Álvaro Lins classificou a conversa como ''o início de um acordo de cooperação entre as polícias brasileira e italiana''.

   Segundo a delegação italiana, a maior dificuldade no combate aos crimes da máfia é a existência de países com estrutura econômica permissiva às aplicações financeiras de dinheiro proveniente de atividades ilícitas. De acordo com Pietro Grasso, o fato de os seqüestros na Itália terem chegado ao índice zero deve-se à legislação italiana, que autoriza a polícia a bloquear chamadas telefônicas sem burocracia. Tão logo um seqüestro é previsto, o governo italiano tem poder para bloquear temporariamente os bens de toda a família, impossibilitando o pagamento de resgate aos criminosos.

   Outra estratégia do país europeu é o endurecimento das penas para os crimes violentos. Na Itália, existe prisão perpétua prevista e não há diminuição na pena imposta.

   Em outubro passado, o Estado já havia tentado ajuda americana para combater o tráfico de drogas. O então secretário de Segurança Pública, Roberto Aguiar, encontrou-se com o cônsul-geral dos Estados Unidos, S. Mark Boulware, para discutir a extradição de Fernandinho Beira-Mar para os Estados Unidos, onde o traficante é acusado de mandar cocaína para aquele país quando estava sob a guarda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na selva colombiana.

   As recentes informações de que as Farc teriam uma base perto do presídio Bangu 1 ainda está sendo investigadas. Segundo a Polícia Civil, até ontem não havia novidades sobre a presença de guerrilheiros colombianos no Rio.

(© JB Online)

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