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Um inverno de decotes e minissaias

02/03/2003

Feira de moda em Milão consagra a tendência sexy nas roupas para o frio


 

Feira de moda em Milão consagra a tendência sexy nas roupas para o frio

Iesa Rodrigues
Especial para o JB

   Minissaias, decotes vertiginosos, saltos altos: a moda italiana confirma o talento para o estilo sexy. Mesmo que Miuccia Prada insista no visual sóbrio e simples, o que se vê nas passarelas de Milão é o espetáculo de beldades mostrando o corpo. E pernas, muitas pernas, já que a minissaia predomina nos desfiles de inverno, que se realizam até terça-feira, quando acaba a feira Milanovendemoda. Da novata Evisu até veteranas como Anna Molinari, saias curtas foram sugeridas, acompanhadas por twin-sets, tops de renda, derivações dos espartilhos e corpetes com laçadas. Eventualmente os saiotes são substituídos por calças justas, tipo montaria ou cargo, e as pernas são cobertas (ou protegidas do frio) por botas de cano longo, também com laçadas ou meias 7/8. Há também o truque de desfile, a roupa que talvez nem chegue às vitrines. Os calções de luta de boxe são bons exemplos de peças de fantasia. Mas indicam a possibilidade de usar uma camiseta com a luva de boxe estampada. Ou calçar as botinhas macias, de cano alto, usadas pelos lutadores.

   A Itália é um país itinerante para a moda. Já impressionou pelo luxo de Veneza, no tempo dos doges. Dominou o mundo, com os couros de Florença - de onde saiu o poderio da Gucci. Nos anos 60, Roma atraía para os desfiles de alta-costura nomes como Mila Schön, Pino Lancetti, Rocco Barocco. Desde os anos 80, quando Giorgio Armani desandou a dominar com a linha de alfaiataria, todas as atenções se voltaram para Milão. Com Prada e Dolce & Gabbana também instaladas lá, a adesão de Gucci e a volta das irmãs Missoni ao noticiário, Milão passou a competir com Paris pelo posto de primeiro posto lançador de moda do mundo.

   Para o próximo inverno, os desfilantes da atual capital da moda italiana combinam preto com fúcsia, vermelho, algum verde que restou das coleções de verão.

(© JB Online)

Capas, estampas e espírito cabaré
 

   Fazem smokings de jeans, continuam acreditando nos quimonos e cortes enviesados e até nos bordados étnicos. Na Byblos, as décadas de 60 e 80 inspiraram tailleurs com minissaias. E a D&G, segunda linha de Domenico Dolce e Stefano Gabbana, contrastou calções de boxe com macacões de renda e vinil, tudo em tecidos ricos e suntuosos.

   Vale lembrar que, no Fashion Rio, as lutas de boxe e o vale-tudo foram temas do desfile de André Camacho.

   Entre os mais ousados, figura Alexsandro Palombo, autor de peças artesanais, tops de crochê, calças rasgadas, rostos escondidos por balaclavas, as toucas de esqui que só mostram os olhos. Palombo enfatizou o drama no desfile, com a maquilagem pesada e as imagens de Cristo nas camisetas inacabadas.

   Gai Mattiolo prossegue a carreira do jeito sexy e glamouroso, propondo longos com saias movimentadas por nesgas e babados, muito vermelho e casacos prateados forrados de pele branca. Na mesma linha, Rocco Barocco homenageou a Casa de Savóia, com inspirações militares na coleção quase toda em preto.

   As perucas coloridas alegraram as cores sombrias de Alviero Martini, dedicadas às estampas de mapas. Mapas, lembrando viagens, mudanças de rumo, um toque nômade que parece agradar aos estilistas nesta estação. Para ser moderna, a mulher precisa estar preparada para qualquer clima, estar a postos para todas as situações.

   Claro que os inúmeros espartilhos e microssaias encontrarão uma forma de uso viável para o dia-a-dia nas grandes cidades, mas o que se aproveita das inúmeras coleções é a necessidade de ter a capa longa, sugerida por Rocco Barocco, a alegria das estampas de Enrico Coveri, o espírito cabaré da austríaca Ines Valentinisch, nos coletes frente-única, e o bom humor das boquinhas que enfeitam as calças da D&G.

(© JB Online)

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