|
ROMA -- Dirigentes da Federação
Italiana de Futebol (Federcalcio) decidiram congelar o número de jogadores de países de
fora da Comunidade Européia (CE) em seus principais torneios domésticos, informou a
entidade.
"A partir da próxima temporada, todos os
clubes que quiserem adquirir um jogador de fora da CE terão primeiro que abrir mão de
algum outro", disse o presidente da Associação Italiana de Jogadores, Sergio
Campana, que participou da reunião, realizada na sede da Federcalcio, em Roma.
"Os únicos times isentos dessa nova
regra serão os quatro que forem promovidos para a primeira divisão, que poderão ter um
total de três jogadores não-comunitários".
Campana anunciou ainda que os dirigentes da
federação, que são administradores, presidentes de clubes e representantes de
jogadores, decidiram impor um bloqueio total a jogadores não-comunitários na segunda e
terceira divisões, também a partir da próxima temporada.
"O objetivo é manter a predominância de
jogadores italianos nos níveis mais altos dos torneios locais", declarou Campana.
Atualmente, o número de jogadores
não-comunitários na Itália é estipulado pelo Comitê Olímpico Italiano, que
estabelece limites para todas as federações esportivas do país.
Essa decisão é anunciada em contraste com o
recente acontecimento na França e que poderia causar uma invasão de jogadores
não-comunitários no Campeonato Francês.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse,
em janeiro, temer que uma decisão recente da Corte Suprema da França, a qual determinou
que jogadores de 24 países fora da Comunidade Européia poderiam ter direito de atuar em
clubes franceses sem restrição, pudesse causar uma invasão sem precedentes em toda a
Europa.
Blatter descreveu esse fato como "um caso
Bosman multiplicado por um milhão".
Em 1995, o caso Bosman determinou que os
países da União Europa não poderiam impor limitações ao número de jogadores da CE em
um determinado time e que os jogadores europeus eram livres para jogar no país do
continente que desejassem.
A decisão da Corte Suprema da França, a
amplia essa decisão no país para nações da Europa Oriental que ainda não são membros
da CE e também para a Turquia e três países do norte da África, Argélia, Marrocos e
Tunísia. (Com informações da Reuters)
(© CNN.com.br) |