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Cientistas italianos recriam face de Dante Alighieri

Dante Alighieri morreu em 1321, logo depois de terminar a Divina Comédia


Cientistas italianos da Universidade de Bologna, na Itália, remodelaram a face do famoso escritor italiano Dante Alighieri.

O resultado talvez não seja o mais belo do mundo, mas certamente é melhor do que as imagens igualmente famosas do escritor, como a pintada pelo também italiano Sandro Botticelli.

Os pesquisadores que trabalharam no projeto crêem que o modelo seja o mais próximo possível de como o poeta foi realmente.

Como base, eles usaram restos mortais que estavam na sua tumba, que fica na cidade de Ravenna.

Surpresas

O resultado final surpreendeu alguns dos estudiosos da vida de Dante. Eles sempre imaginaram o escritor como tendo um nariz mais longo e aquilíneo, mas o modelo da universidade bolonhesa tem um nariz achatado, como se tivesse levado uma pancada.

“Todos nós tínhamos imagens de Dante em nossa imaginação”, disse o professor Giorgio Gruppioni, o antropólogo responsável pelo projeto. “Mas se acertamos aqui, ele era bem diferente do que se supunha”.

A idéia que se fazia do pintor era basicamente a que vinha dos vários retratos clássicos que existem dele. Gruppioni disse que a maioria desses retratos tinham sido feitos por artistas da Renascença depois de sua morte.

Sobreposição do crânio do retrato de Dante
Modelo foi conseguido através da sobreposição de imagens

Esses retratos são o que Gruppioni chama de “imagens psicológicas” – impressões que os artistas tinham de Dante com base no que tinham lido sobre ele.

Uma série de máscaras mortuárias de Dante também existe, mas acredita-se que elas tenham igualmente sido feitas depois de sua morte.

“Nenhuma face humana poderia ter sido origem para mais de 30 máscaras mortuárias diferentes”, explica o professor.

Superposição

Dante Alighieri morreu em 1321, logo depois de ter concluído Paraíso, o último livro da Divina Comédia.

Para chegar ao modelo, os cientistas sobrepuseram o crânio de Dante a um retrato de Botticelli.

A face teve como modelo as medidas tiradas do crânio do escritor quando a sua cripta foi aberta em 1920. Supõe-se que tais medidas estejam corretas, mas o maxilar estava faltando e teve de ser moldado para encaixar no crânio.

Uma vez completado esse trabalho, artistas começaram a aplicar o tecido sintético sobre o molde. Além de computação gráfica, o grupo usou técnicas forenses para simular os músculos e carne com gesso, plástico e outros materiais.

Gruppioni admite que detalhes superficiais da face, como rugas e a expressão ao redor dos olhos são levemente especulativos. Contudo, ele está confiante que o formato da cabeça, a proporção dos olhos, nariz e boca são bastante fiéis.

“É o mais perto que podíamos chegar”, disse Gruppioni. “Colocamos somente a forma nos moldes, sem expressão”.

“Quando acabamos, ele parecia bastante comum, como o vizinho do lado. Pensei que isso pudesse causar algum escândalo, mas a maioria das pessoas tem uma imagem mais humana dele mesmo”, afirmou.

Dante Alighieri era um poeta da cidade de Florença, na Itália. Sua principal obra, a Divina Comédia, é considerada uma das maiores obras literárias de todos os tempos.

(© BBC Brasil)


Vaticano planeja 'ópera-rock' para a Divina Comédia
 

Florença, cidade italiana em que Dante Alighieri viveu
Florença foi o cenário do encontro real entre Dante e Beatriz
O Vaticano planeja patrocinar uma “ópera-rock” baseada no poema de Dante Alighieri, A Divina Comédia, segundo informa o jornal britânico The Independent.

De acordo com o jornal, a adaptação da obra do poeta italiano teria uma trilha sonora feita por um padre liberal, o monsenhor Marco Frisina. A trilha sonora alternaria estilos de acordo com o momento do poema, com rock sendo usado no Inferno, canto gregoriano no Purgatório e música clássica para o Paraíso.

Depois de estrear em Roma no segundo semestre de 2007, em uma apresentação patrocinada pelo Vaticano e pelas duas casas do Parlamento italiano, a montagem deve viajar por diversas capitais da Europa “para chamar a atenção do grande público para a importância da obra imortal”, afirmou Riccardo Rossi, diretor geral da Nova Ars, que está produzindo a ópera.

A diretora Elisabetta Marchetti está recrutando um elenco de 20 atores e cantores, 30 bailarinos, 50 figurantes e uma orquestra de 100 músicos, que devem usar cerca de 250 figurinos na montagem que tem o nome de A Divina Comédia, a Ópera – O Homem que procura o Amor.

Os ensaios começam ainda neste mês e os nomes dos atores que interpretarão os principais papéis, de Dante, Virgílio e Beatriz, devem ser revelados em breve. A única confirmação é de que o papel, de Dante deve ficar com um renomado ator e cantor italiano.

Clássico

Frisina, que já escreveu roteiros para dramatizações televisivas das vidas dos papas João Paulo 1º e 2º, discordou da observação de que a obra de Dante é de pouca relevência para o mundo moderno.

“O poema é muito relevante. Se trata de uma fonte inexaurível de mensagens, estórias e ensinamentos e embora seus personagens sejam de uma outra época, falam para os homens de hoje, com sua voracidade por conhecimento, seus medos, mas essencialmente sobre os seus desejos de elevação rumo a uma beleza divina”, disse Frisina, em entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

A Divina Comédia, poema do poeta italiano Dante Alighieri, foi escrito entre 1308 e 1321 e é considerado uma das mais importantes obras da literatura.

Dividido em 100 cantos, conta a jornada de Dante pelo Inferno, Purgatório e Paraíso para poder dividir sua experiência com a humanidade. Em sua jornada, Dante é guiado por Virgílio no Inferno e Purgatório e pela sua amada Beatriz no Paraíso.

Beatriz Portinari, que inspirou a personagem de Dante na Divina Comédia, existiu de verdade na Florença do final do século 13. Virgílio, outro personagem da peça, foi um poeta romano do século 1 AC e também foi levado da vida real para a ficção pela obra de Dante.

(© BBC Brasil)

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