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Turismo sexual: Agências são processadas pela Itália

Cartaz utilizado em campanha de combate ao turismo sexual
 

A Justiça italiana está processando quatro agências de viagem por formação de quadrilha e a promoção de turismo sexual no Brasil. A acusação é de que as empresas atendiam clientes entre 20 e 60 anos de idade e organizava encontros sexuais com meninas menores de idade.

Estão presos e sob investigação Luigi Miraglia, de 48 anos e proveniente de Caltanissetta, na Sicília, sua mulher Ângela Ribeira, uma brasileira de 31 anos, Abramo Grasso, de 46 anos e residente em Palermo, e Marco Marchino, de 45 anos, que vive em Turim. Os procuradores Italo Ormanni e Diana De Martino estão à frente dos processos.

Segundo informações obtidas em interrogatórios, o pacote para as cidades brasileiras mais famosas custava cerca de € 2 mil, enquanto para os encontros com menores de idade, bastava desembolsar entre € 15 e € 20 a mais.

Ângela e Miraglia vivem em Fortaleza desde 1994, onde mantêm a agência LM Tourist, que organizava viagens de toda a Itália ao país com a ajuda das agências Gamble Tour de Palermo, de propriedade de Grasso, e a Margil Viaggi de Turim, que pertence a Marchino.

A investigação que levou à prisão dos quatro em 14 de dezembro de 2004, batizada "Meninas Fortaleza", foi deflagrada logo após uma pesquisa sobre turismo sexual publicada no Brasil em 2002 para combater o fenômeno.

Os detalhes das investigações não deixam dúvidas: dos turistas europeus que viajam a Fortaleza para encontros sexuais ilícitos, cerca de 80% são italianos.

A polícia de Roma infiltrou quatro agentes entre grupos de turistas que participariam de encontros sexuais no Brasil. Segundo os investigadores, a rede levava cerca de 5 mil turistas por ano ao país.

(© UOL Últimas Notícias)


Livro de Bruna Surfistinha é lançado na Itália

"Il dolce veleno dello scorpione" chega às livrarias italianas pela editora Sonzogno, 209 páginas, por 15 euros

ROMA - "Il dolce veleno dello scorpione" chega às livrarias italianas pela editora Sonzogno, 209 páginas, por 15 euros (cerca de R$45,00).

Ao descrever com palavras um ato sexual, qual o limite entre a pornografia e a literatura? A pergunta vale também quando se fala sobre "isso" em forma de diário. Foi o que fez Raquel Pacheco - ou "Bruna Surfistinha", seu nome artístico - garota de classe média paulistana que fugiu de casa e se prostituiu durante três anos, entre os 17 e os 20, e depois contou tudo o que aprendeu na sua atividade em seu "O veneno do escorpião", livro que chega na Itália com tradução literal do título.

Depois do grande sucesso no Brasil, o livro promete conquistar outros leitores pelo mundo, já que o "gesto" desta garota habita o imaginário coletivo. As descrições que ela faz de si mesma, de seus clientes, das posições e da freqüência, por sua vez, de imaginário têm bem pouco. O catálogo de fases e frases duras não deixa nada no campo do subentendido.

O sucesso movimentou uma iniciativa comercial significativa, entre venda do livro, talk shows, sites e blogs que alimentaram o "mito" da garota que, abdicando de seu passado, construiu sua fortuna.

(© Ansa Latina)

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