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ROMA - Uma ministra do governo e uma deputada, neta de Benito Mussolini,
trocaram insultos e bofetadas diante das câmeras da televisão italiana, durante a
gravação de um programa em que as duas comentavam a insólita sentença dada pela
Justiça do país, segundo a qual não constitui delito dar palmada no traseiro de uma
mulher.
A briga provocou uma controvérsia
política, a ponto de o presidente da Câmara dos Deputados, Luciano Violante, solicitar
ao primeiro-ministro, Giuliano Amato, que lembre à sua ministra o respeito aos deveres
institucionais.
As duas foram convidadas pelos produtores do programa
Porta a Porta para falar da recente e absolutamente insólita sentença da Corte Suprema
italiana, estabelecendo que não é delito o fato de um chefe dar palmadas no traseiro de
uma funcionária.
Além de Alessandra Mussolini, deputada da Aliança
Nacional, e Katia Bellillo, ministra para a Igualdade de Oportunidades no atual governo de
centro-esquerda, outros três conhecidos polemistas do mundo da política e do espetáculo
participavam dos debates.(EM)
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