A atitude irritou seus patrões, que
não haviam sido comunicados pelo jogador - ficaram sabendo através da imprensa. "Me
pareceu uma atitude inadmissível", comentou o presidente do clube napolitano,
Giorgio Corbelli.
Já Gigi Pavarese (diretor de Futebol) reagiu com ironia à viagem de
Edmundo a uma cidade onde já causou tantos problemas. "Deve ter sido uma viagem de
prazer para recordar o `maravilhoso' passado que teve por lá", discursou Pavarese.
Antecedentes - Entre outras confusões, o ex-atleta do Vasco
abandonou os companheiros da Fiorentina para passar o Carnaval de 1999 no Rio de Janeiro,
quando a equipe brigava pelo título do Campeonato Italiano.
Apesar das críticas, a Diretoria do Napoli não anunciou se aplicará
algum tipo de punição a Edmundo. Alheio à polêmica, o técnico Emiliano Mondonico
preferiu não comentar o caso, assim como o próprio jogador, que pouco tem falado com a
imprensa italiana.
Praticamente recuperado de uma contratura muscular na coxa direita, o
atacante deverá reaparecer domingo no time do Napoli, que receberá a própria Fiorentina
em Palermo, já que o Estádio San Paolo está temporariamente interditado devido a
tumultos causados recentemente por seus torcedores.
Na 16ª posição da tabela com apenas 14 pontos, o Napoli corre sério
risco de retornar para a Segunda Divisão. Edmundo - que atuou apenas 41 minutos do jogo
em que seu time foi derrotado pela Udinese por 1 a 0 há duas semanas - é apontado pela
torcida como uma espécie de "salvador da pátria".
Racismo - A Fifa anunciou ontem que irá realizar em
Buenos Aires uma conferência internacional para tratar do problema do racismo - durante o
período em que estiver sendo disputada a próxima edição do Mundial Sub 20 (de 17 de
junho a 8 de julho).
"Deveremos também ter o objetivo de mostrar como o poder do futebol pode
ser usado para combater o racismo na sociedade em geral", discursou o
secretário-geral da entidade, Michel Zen-Ruffinen.
O principal foco do problema vem ocorrendo na Itália. Dias atrás, o
presidente do Verona, Giambattista Pastorello, disse que não poderia contratar nenhum
jogador negro para o clube porque os torcedores mais fanáticos "jamais
aceitariam". (Fábio Guimarães, Jornal da Tarde)