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Uma rede
internacional de tráfico de drogas, que chegava a comercializar cerca de 40 toneladas de
cocaína por ano, com ramificações em Albânia, Itália, Colômbia e Venezuela, foi
descoberta pela polícia italiana, informaram fontes oficiais.
Durante a operação -batizada de "Journey Italia", coordenada por
peritos da polícia italiana e iniciada há dois anos - foram apreendidas dez toneladas de
cocaína, dois navios, milhares de dólares, e 20 pessoas foram presas.
Segundo o juiz de Lecce (Sul da Itália) Giuseppe Capoccia, que revelou em
uma conferência realizada em Roma todos os passos da operação, dez países estiveram
envolvidos -entre eles França, Grécia e Rússia- e foram identificados tanto os
fornecedores da cocaína (todos colombianos) quanto os distribuidores na Europa, que se
apoiavam principalmente em organizações criminosas albanesas.
As dez toneladas de cocaína, confiscadas há seis meses no rio venezuelano
Orinoco, seguiriam em um navio com destino a Roterdã, na Holanda, onde metade seria
distribuída no mercado italiano.
Entre as 20 pessoas detidas, acusadas de fazer parte da rede de
narcotraficantes, estão cinco gregos, dois albaneses -Frederick Durda e Arben Berballa,
considerados os chefes do tráfico- e três italianos, entre eles a funcionária de um
banco de Milão (Norte) Selee Pugliese, 31. Os nomes dos detidos na América Latina,
colombianos e cubanos, não foram divulgados.
A rede, que usava cargueiros com bandeira de Malta, se apoiava em sociedades
navais legalmente constituídas na Grécia e com representantes na Itália. A operação,
realizada pelo corpo especializado dos carabineiros italianos (ROS) em conjunto com os
países envolvidos, foram supervisionadas pela Promotoria Nacional Antimáfia.
Para Pierluigi Vigna, responsável do órgão, trata-se de um duro golpe nas
organizações de narcotraficantes, porque "se desarticulou a nova estratégia dos
traficantes de drogas sul-americanos, que é utilizar a Albânia como base para seu
comércio na Europa". (Folha Online)
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