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Restaurador da Capela Sistina visita o Brasil 

16/02/2001

O restaurador italiano Gianluigi Colalucci

 

   RIO - O restaurador italiano Gianluigi Colalucci, diretor da equipe de restauração da Capela Sistina, no Vaticano, esteve no Brasil para participar do seminário Teoria e Prática do Restauro, promovido pelo Instituto Domingo Telecchea de Conservação e Restauro de São Paulo, entre os dias 5 e 8.

   Acompanhado pelo amigo Telecchea em sua primeira visita ao País, na sexta-feira ele esteve no Rio e em Niterói, onde visitou monumentos em fase de restauração. No sábado, foi a Salvador conhecer o Centro Histórico, cujos casarões e igrejas vêm sendo restaurados há quase dez anos.

   Colalucci é coordenador-geral de restauração dos museus do Vaticano e consultor do Museu do Prado, na Espanha. Em Niterói, cidade vizinha do Rio, ele concedeu entrevista ao Estado antes de fazer uma palestra para arquitetos e decoradores sobre seu trabalho na Capela Sistina, construída entre 1475 e 1483 e em cujas paredes há pinturas feitas por vários artistas italianos, entre eles Michelangelo, Boticelli, Perugino, Ghirlandaio e Signorelli. Em Niterói, ele visitou o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e a Igreja de São Lourenço dos Índios, que vem sendo restaurada por uma equipe liderada por Telecchea e deve ser reinaugurada ainda neste semestre.

   A restauração da Capela Sistina começou em 1980 e terminou em 1994. Durante 14 anos, uma equipe formada por professores de restauração e de história da arte, restauradores profissionais e químicos trabalhou sobre os famosos afrescos da capela, com o apoio de pesquisadores de universidades italianas.

   De acordo com Colalucci, todos estavam cientes da "imensa responsabilidade de refazer desenhos e reavivar cores de obras criadas pelos gênios da pintura". Para ele, o profissional de restauro tem que saber controlar a emoção e concentrar-se de forma fria sobre o campo de ação. "O momento técnico é impessoal, mas trata-se de verdadeiros tesouros artísticos e isso é enriquecedor para qualquer ser humano", avalia.

   Há muitos afrescos na Itália, poucos na Europa e quase nenhum no restante do mundo, segundo Colalucci. Perguntado se o restaurador corre o risco de modificar a obra de arte, disse que não, "porque todos são muito conservadores". Além disso, completou, a conjugação de estudos minuciosos, técnicas apuradas, equipamentos e aparelhos modernos permite que formas e cores sejam identificadas com absoluta fidelidade. O primeiro computador gráfico utilizado em restauro entrou em ação na Capela Sistina. "Lá, só utilizamos técnicas muito sofisticadas de conservação para não corrermos os riscos do experimentalismo." (Elaine Lima, O Estado de S. Paulo)

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