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A socialite Maria Cristina Calábria, 43 anos, foi condenada a oito anos de
reclusão por tráfico de drogas na Itália, onde está presa desde setembro passado.
Flagrada no Aeroporto de Valpensa, região da Lombardia, com 6,517 quilos de cocaína e 38
gramas de anfetamina escondidos no fundo falso de sua mala, Cristina acabou sendo presa
por policiais da Guarda de Finanças do aeroporto, na cidade de Varese. A sentença, da
Procuradoria da República do Tribunal de Busto Arsizio, considerou o fato da socialite
ser primária.
A pena fixada na sentença é a mínima
prevista pela legislação italiana, que dispõe sobre tráfico de entorpecentes e que
prevê reclusão de até 20 anos nestes casos. O Consulado do Brasil na Itália ainda não
recebeu informações oficiais sobre a sentença. O advogado contratado pela família se
comprometeu a nos informar de todo o andamento do processo. Até agora, desconhecemos se
houve uma decisão , comentou uma funcionária. No início deste ano, Cristina Calábria
recebeu a visita de representantes do Consulado na cela da penitenciária de Milão onde,
agora, aguarda a decisão do recurso já interposto pelo advogado.
A família de Cristina ainda não manifestou se pretende
pedir ao governo italiano que ela cumpra a pena no Brasil. Eles não sabem como agir e
aguardam orientação do advogado italiano, pois Cristina tem dupla nacionalidade, o que
torna a situação complexa , revela um amigo. A socialite ficou conhecida na década de
80 pela freqüência em festas badaladas em Belo Horizonte. Nos últimos anos, morou com o
fotógrafo Antônio Guerreiro, no Rio de Janeiro. Para a Justiça italiana, Cristina agiu
como mula de uma quadrilha de traficantes, transportando a droga.
A prisão da socialite desencadeou uma investigação
coordenada pela Direção Central de Entorpecentes, a força tarefa que integra as
agências policiais de repressão ao tráfico de drogas na Itália. Mas o andamento das
investigações sobre a ação da quadrilha está sendo mantido sob sigilo. (Ana Malta,
Estado de Minas) |