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Vaticano desmente que Paulo VI quis vender a Pietá

14/02/2002

 

 

Um semanário italiano informou que o falecido papa Paulo VI quis vender a famosa escultura Pietá, de Michelangelo, em 1978, para dar o dinheiro aos pobres. A informação foi desmentida categoricamente pelo Vaticano.

   "A notícia não tem nem pé nem cabeça. Foi o mesmo Paulo VI que, depois da exposição da Pietá, nos EUA, deu ordens expressas para que as esculturas de Michelangelo jamais deixassem o Vaticano sem uma permissão especial do pontífice. A Pietá não é só uma obra de arte impressionante, é também um objeto de culto", disse o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls.

   O semanário italiano Diário publica hoje que, em julho de 1978, poucos dias antes de morrer, em 9 de agosto, Paulo VI chamou o antiquário francês Daniel Wildenstein, membro de uma famosa família judia de colecionadores de arte, para que lhe encontrasse compradores, já que pensava vender a Pietá, um dos mais preciosos tesouros do Vaticano.

   O Papa, segundo a publicação, pretendia doar o dinheiro conseguido aos pobres do terceiro mundo. O Diário baseia suas afirmações no livro de memórias do antiquário, intitulado Marchands d'Art, publicado em Paris há dois anos e, agora, traduzido ao italiano.

   Atualmente, a escultura está protegida por um grande vidro à prova de balas, que cobre todo o altar onde ela está, na entrada à direita da Basílica, a poucos metros da Porta Santa. O Vaticano disse também que, se Paulo VI tivesse querido vender alguma obra de arte, teria, por exemplo, pensado nas esculturas Laoconte, que é pagã, e não na Pietá, que representa a Virgem tendo em braços o corpo sem vida de seu filho. (© TERRA Mundo)

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