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Um semanário italiano informou que o falecido
papa Paulo VI quis vender a famosa escultura Pietá, de Michelangelo, em
1978, para dar o dinheiro aos pobres. A informação foi desmentida
categoricamente pelo Vaticano.
"A notícia não tem nem pé nem cabeça. Foi o mesmo Paulo VI que,
depois da exposição da Pietá, nos EUA, deu ordens expressas para que as esculturas de
Michelangelo jamais deixassem o Vaticano sem uma permissão especial do pontífice. A
Pietá não é só uma obra de arte impressionante, é também um objeto de culto",
disse o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls.
O semanário italiano Diário publica hoje que, em julho de 1978,
poucos dias antes de morrer, em 9 de agosto, Paulo VI chamou o antiquário francês Daniel
Wildenstein, membro de uma famosa família judia de colecionadores de arte, para que lhe
encontrasse compradores, já que pensava vender a Pietá, um dos mais preciosos tesouros
do Vaticano.
O Papa, segundo a publicação, pretendia doar o dinheiro conseguido aos
pobres do terceiro mundo. O Diário baseia suas afirmações no livro de memórias
do antiquário, intitulado Marchands d'Art, publicado em Paris há dois anos e,
agora, traduzido ao italiano.
Atualmente, a escultura está protegida por um grande vidro à prova de
balas, que cobre todo o altar onde ela está, na entrada à direita da Basílica, a poucos
metros da Porta Santa. O Vaticano disse também que, se Paulo VI tivesse querido vender
alguma obra de arte, teria, por exemplo, pensado nas esculturas Laoconte, que é pagã, e
não na Pietá, que representa a Virgem tendo em braços o corpo sem vida de seu filho. (© TERRA Mundo) |